sábado, fevereiro 20, 2010

O dia em que Tiger Woods paralisou Wall Street.

Tiger Woods, famoso jogador de golfe, agora ainda mais célebre devido às suas infidelidades conjugais, foi o responsável pela quase paralisação dos negócios nas bolsas norte-americanas. À hora em que pediu desculpas ao mundo, num discurso televisivo, Wall Street parou para o ouvir.
Recorde-se que um recente acidente de carro protagonizado por Woods foi atribuído ao facto de estar fugir da sua mulher, que supostamente o perseguia com um taco de golfe por causa da sua infelidade. A situação, que levou agora a este pedido de desculpas público, deu já origem a um jogo “online”.
Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos, que abriram em baixa, conseguiram inverter e fechar em alta, numa sessão com poucos sobressaltos, pressionada pela subida da taxa de desconto por parte da Reserva Federal, pela primeira vez desde Junho de 2006, e sustentada pela subida inferior ao previsto da inflação em Janeiro.
O momento mais morno foi mesmo aquele em que Woods falou na TV. “Durante alguns minutos, Tiger Woods foi maior do que Ben Bernanke [presidente da Fed]”, refere a Bloomberg.
Com efeito, o volume de negociação na Bolsa de Nova Iorque (NYSE) caiu para cerca de um milhão de acções, o nível mais baixo do dia, no minuto em que Woods iniciou o seu “discurso à nação”. As transacções dispararam para cerca de seis milhões de títulos quando Tiger Woods acabou de falar, segundo os dados da Bloomberg.
A negociação em todas as bolsas norte-americanas diminuiu durante a conferência de imprensa de Woods, para 456 milhões de títulos, contra uma média de 576,8 milhões durante os cinco segmentos precedentes de 15 minutos, refere a mesma fonte.
“Não era possível escapar a isso. Estava a dar em todo o lado. Tínhamos um dos melhores atletas dos nossos tempos envolvidos em algo assim... todos os canais estavam a transmitir a conferência de imprensa”, comentou à Bloomberg um gestor da US Global Investors, Michael Nasto.

(in, Nornal de Negócios)

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Governo negoceia contrato com agência de comunicação para defender imagem de Portugal.

O governo pôs em marcha uma ofensiva ao nível da comunicação para mudar a imagem de Portugal nos mercados financeiros internacionais. De acordo com o “i”, o Governo está mesmo a negociar um contrato com uma agência de comunicação e relações públicas internacional.
Segundo o mesmo jornal, a prioridade passa por acabar com a colagem das finanças públicas nacionais às gregas e mudar a percepção que se estava a criar de que Portugal era a nova Grécia.
A face mais visível deste plano foi o conjunto de entrevistas e declarações dadas por altos responsáveis portugueses aos principais órgãos de informação internacionais, mas a estratégia terá também passado por acções mais discretas de comunicação e até de lobby junto dos decisores, quer ao nível do investimento, mercados e agências, quer ao nível da comunicação social.
Citando uma outra fonte do Governo, o Executivo liderado por Sócrates está mesmo a negociar um contrato com uma agência de comunicação e relações públicas internacional que já terá ajudado nas entrevistas transmitidas pela CNN e outros órgãos.
Desde quarta-feira passada, dia em que as bolsas europeias viveram o dia mais negro do ano, que o primeiro-ministro e o ministro das Finanças se desdobraram em entrevistas a vários órgãos internacionais. José Sócrates falou com o "New York Times", o "Libération", com a Reuters em Bruxelas e ainda manteve um encontro com os correspondentes estrangeiros em Portugal de jornais como o "Financial Times". O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, deu entrevistas à CNN e à BBC.
A “ofensiva” de Sócrates passa também pelo PS, daí que o secretário-geral do partido tenha ontem, de uma assentada, marcado várias reuniões do PS. "Esta reunião servirá para desmentir todos os boatos de divisão interna do partido", disse ao i uma fonte próxima do secretário-geral, acrescentando que "o PS vai cerrar fileiras em torno de José Sócrates".

(in, Jornal de Negócios)

domingo, fevereiro 07, 2010

"Sim, vou cortar na despesa."

Foi à CNN que o ministro das Finanças reagiu em primeiro lugar à aprovação final das alterações à Lei das Finanças Regionais. Questionado por Richard Quest sobre o que iria fazer depois do que se passou esta tarde no parlamento português, Teixeira dos Santos respondeu que "vou cortar na despesa” e “evitar um défice excessivo".
Richard Quest, jornalista da estação de televisão norte-americana, começou por relatar a ameaça de uma crise política em Portugal, depois do Parlamento ter aprovado, com os votos contra do Partido Socialista, uma alteração à Lei das Finanças Regionais. Questionou depois se este caso não era exactamente o que Portugal dispensava numa altura de forte pressão dos mercados.
"Sim. É o que lhes [aos partidos da oposição] tenho dito. Ontem fui muito claro", respondeu Teixeira dos Santos numa entrevista telefónica, recordando o discurso efectuado ontem à noite. "Disse que recorreria a provisões especiais na lei para impedir as consequências orçamentais dessas decisões".
O jornalista da CNN concluiu assim que o ministro estava a dizer que "mesmo que o Parlamento gaste, o senhor vai cortar?". "Sim, vou cortar" e "utilizarei os poderes que a lei confere ao ministro e ao Governo para controlar a despesa e evitar um défice excessivo".
Teixeira dos Santos concretizou o que já ontem tinha adiantado que poderá fazer, recorrer à Lei de Enquadramento Orçamental para cortar nas transferências de verbas para a Madeira.
Questionado sobre o comportamento dos mercados, que penalizaram fortemente a bolsa e a dívida portuguesa nas últimas sessões, Teixeira dos Santos reiterou que considera esta reacção "exagerada".
Quanto à hipótese de Portugal ter que recorrer à ajuda do FMI e da Comissão Europeia, o ministro das Finanças afirmou que "saberemos assumir as nossas responsabilidades" e "não será necessária qualquer espécie de ajuda externa".



(in , Jornal de Negócios)

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

A propósito do tão badalado cartão único...uma anedota!

Para quem vai aderir ao cartão único:
Assim vai ser o nosso futuro!!!

- Telefonista: Pizza Hut, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
- Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.
- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21549 4236, certo? O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...
- Cliente: O quê...?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
- Telefonista: O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Telefonista: São 49,99.
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: Foooddddddd.......!!!!!!!!!
- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente da Autoridade
- Cliente: (Silêncio).
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
- Telefonista: E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...!

(Gentilmente enviada pelo Dr. Peralta. O meu obrigado e venham mais!) 

terça-feira, fevereiro 02, 2010

"Portugal é o País que menos trabalha na Europa"

José António Barros, presidente da AEP, defendeu que “não faz sentido” que se reduzam os salários de uma forma genérica, considerando que há outras questões que aumentam a competitividade. O responsável salientou que “Portugal é o País que menos trabalha na Europa”, devido ao elevado número de feriados.
As declarações do responsáveis surgem depois do Fundo Monetário Internacional (FMI) ter defendido que Portugal, Espanha e Grécia vão ter que baixar salários devido à situação das suas finanças públicas. "Devido à crise, Portugal, Espanha e Grécia enfrentam sérias dificuldades que implicam ajustes muito penosos, sobretudo quando a taxa de inflação é muito baixa", acrescentou o economista do FMI Olivier Blanchard, numa entrevista ao francês “Les Echos”.
“O sinal que foi dado na Função Pública, ao não haver qualquer aumento [salarial] é francamente positivo”, afirmou António Barros.
“Ao nível da iniciativa privada, se muitos sectores não devem aumentar salários, há outros que têm condições para o fazer. Não devemos entrar na casa dos outros para dizer o que devem ou não fazer. Agora reduzir, de uma forma genérica, os salários de todo o País acho que não faz muito sentido”, acrescentou.
“Não é só preciso reduzir os salários para aumentar a competitividade. Há muitos outros aspectos, como a questão dos feriados. Portugal é o País que tem o valor mais elevado da Europa ao nível do somatório dos dias de férias e feriados”, salientou.
“Portugal é o País que menos trabalha na Europa. Aqui está um ponto onde se pode aumentar a produtividade, colocando o nosso nível de feriados ao nível da média europeia”, sublinhou.
“Há ainda outra questão que tem que ver com a revisão da lei laboral. Falo da flexibilidade”, concluiu, à margem da assinatura de um protocolo com os CTT.

(in, Jornal de Negócios, por Germano Oliveira)

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Receitas dos principais grupos privados de saúde crescem 42,5%.

Os principais grupos privados na área da saúde (grupo Mello, Espírito Santo Saúde, Hospitais Privados de Portugal e grupo Trofa) facturaram 694 milhões de euros em 2009, mais 42,5% face ao ano anterior. Os lucros foram de 487 milhões, noticia hoje o “Diário de Notícias”.
Salvador Mello, presidente do conselho de administração do grupo Mello, estima que "2009 terá fechado com uma facturação de 266 milhões de euros, ou seja, mais 20% a 30%". Um valor que engloba a parceria público-privada do Hospital de Braga.
A Espírito Santo Saúde (ESS) facturou 219 milhões de euros, um crescimento de 19% face a 2008. Para 2010, a empresa perspectiva um aumento de 10%, aponta, ao DN, Isabel Vaz, administradora da ESS.
No caso dos Hospitais Privados de Portugal (HPP), as expectativas de facturação apontavam para os 150 milhões de euros. Uma fatia de 55 milhões de euros resulta da parceria público-privada do Hospital de Cascais.
O grupo Trofa, liderado por José Vila Nova, facturou 59 milhões de euros em 2009, uma subida de 47,5% face ao ano anterior.

(in, jornal de Negócios)

sexta-feira, janeiro 29, 2010

PME recebem até 200 mil euros para entrar em bolsa.

As PME que dispersem pelo menos 25% do capital em bolsa vão poder abater ao IRC os custos com a operação. O Governo quer, desta forma, incentivar as empresas a financiarem o seu crescimento através do mercado accionista, em vez de recorrerem apenas ao crédito bancário.
A proposta de Lei do OE para 2010 prevê que as empresas possam majorar em 200% os gastos com a admissão à bolsa em sede de IRC. O que significa que uma PME que gaste, por exemplo, 50 mil euros, poderá abater 150 mil euros ao imposto. O benefício tem um tecto: 200 mil euros num período de três anos.

(in, Jornal de Negócios por André Veríssimo)

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Comprar acções de PME vai permitir abater até 500 euros ao IRS.


Os investidores vão poder deduzir ao IRS até 25% dos montantes investidos em acções de novas PME cotadas, até ao limite de 500 euros. A medida, que consta da proposta de Lei do OE para 2010, visa incentivar a entrada destas empresas em bolsa.

A dedução ao IRS estende-se às unidades de participação em fundos de investimento que invistam em PME. O abatimento poderá ser usado num período de cinco anos. Para usufruir do benefício máximo será preciso aplicar 2.000 euros.
Esta é uma das medidas para trazer as PME para o mercado de capitais. A outra destina-se às próprias empresas e permite majorar em 200% os gastos com a admissão à bolsa em sede de IRS. O que significa que uma PME que gaste, por exemplo, 50 mil euros, poderá abater 150 mil euros ao imposto. O benefício tem um tecto: 200 mil euros num período de três anos.
A categoria das micro, pequenas e médias empresas (PME) é constituída por empresas que empregam menos de 250 pessoas e cujo volume de negócios anual não excede 50 milhões de euros ou cujo balanço total anual não excede 43 milhões de euros.

(in, Jornal de Negócios por André Veríssimo)

Saúde: 650 mil famílias adiam tratamentos médicos por dificuldades financeiras.


Um estudo da DECO revela que no último ano 650 mil famílias adiaram o início de tratamentos médicos por impossibilidade de pagar os custos associados à terapia.

Na sequência de um inquérito a 1.639 famílias portuguesas, cujos resultados serão publicados na edição de Fevereiro da DECO Proteste, a associação de defesa dos consumidores conclui que “no último ano, 6 em cada 10 famílias tiveram dificuldade em seguir trata­mentos médicos devido a problemas financeiros”.
Em comunicado, a DECO explica que entre os inquiridos, “quase metade daqueles agregados foi obrigado a adiar uma terapia, um quin­to interrompeu-a e outros tantos nem ponderaram iniciá-la, por impossibilidade de pagar. Nas últimas condições estão 650 mil famílias, segundo estimativas da associação”.
As maiores dificuldades são sentidas “nos lares com baixos rendimentos, os que incluem apenas um adulto e crianças menores e os que integram doentes crónicos manifestam mais problemas em suportar os custos”.
Por isso, “a DECO pede respostas adequadas do Serviço Nacional de Saúde, pelos seus meios ou através de convenções, e a atenção especial do Estado aos grupos mais vulneráveis, como as famílias de baixos rendimentos, monoparentais e com crianças, e as que incluem doentes crónicos”.
O mesmo estudo da associação de defesa dos consumidores conclui que “Um quinto [dos inquiridos] já se endividou para despesas de saúde e 15% fizeram-no no úl­timo ano. Cada agregado pediu, em média, € 1100, sobretudo, a familiares. Quatro em cada 10 revelaram muitas dificuldades em liquidar a dívida”.
As longas listas de espera existentes no Serviço Nacional de Saúde acabaram por empurrar os portugueses para os serviços de saúde privados. Assim, afirma a DECO “grande parte dos créditos destinou-se a serviços de saúde privados, muitas deles, também existentes no Serviço Nacional de Saúde”.

70% dos portugueses gasta um quinto do rendimento disponível anual em saúde

O estudo da DECO conclui ainda que “7 em cada 10 famílias gastam uma média de 1700 euros por ano do seu bolso em saúde, o que representa, em média, cerca de um quinto do rendimento anual líquido”.
É sobretudo nos cuidados dentários e oftalmoló­gicos que é gasta maior fatia com saúde, com as despesas médias anuais a rondarem os 550 euros e 465 euros, respectivamente.

(in, Jornal de Negócios por Susana Domingos)

OE: PME recebem incentivos fiscais para irem para a bolsa


O governo vai avançar com incentivos fiscais para levar as PME a dispersarem o seu capital em bolsa. A medida era, há vários anos, pedida pela CMVM e a Euronext Lisbon, e consta da proposta para o Orçamento de Estado de 2010.
“O Governo entendeu incentivar, através de autorização legislativa em matéria fiscal, o desenvolvimento do acesso ao mercado de capitais por parte das PME portuguesas”, refere a versão preliminar da proposta para o OE 2010, a que o Negócios teve acesso.
O relatório não refere em concreto a forma que vão assumir estes benefícios fiscais, que constarão da proposta de autorização legislativa.
Segundo o texto da proposta, o Executivo pretende que as PME recorram à bolsa para reforçar os seus capitais próprios, dando maior competitividade a esta alternativa face ao tradicional recurso ao crédito.
Para o Governo, a dispersão do capital contribui para promover a visibilidade das empresas e melhorar as suas práticas de gestão. Mais: “este processo assume ainda um papel determinante no desenvolvimento de estratégias de inovação, crescimento e internacionalização”. O desejo é que, após as primeiras operações, se crie uma “dinâmica própria e sustentada”.
O apoio fiscal à entrada de PME em bolsa é uma velha reivindicação da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e da Euronext Lisbon, como forma de desenvolver o mercado português e promover a melhoria dos capitais próprios das empresas e a sua capacidade de crescimento.
Este incentivo esteve quase para ser introduzido no Orçamento do Estado para 2007, através da redução do IRC cobrado, acabando por ser retirado à última hora.
As propostas apresentadas foram inspiradas nas medidas tomadas já há alguns anos em França e no Reino Unido, e que contribuíram para a vinda de um grande número de PME para a bolsa.
O grupo Euronext dispõe desde 2005 de um segmento específico para estas empresas, denominado Alternext, que conta já com 131 cotadas francesas, belgas e holandesas. Apesar dos esforços da entidade gestora da bolsa de Lisboa, ainda não existe nenhuma empresa portuguesa neste segmento.
A bolsa de Londes criou, em 1995, o AIM, um mercado para as PME. Desde então já mais de 3000 empresas internacionais dispersaram o seu capital.

in, Jornal de Negócios por André Veríssimo)

domingo, janeiro 24, 2010

Escutas.

E agora, as já muito badaladas escutas telefónicas!























Holiday Inn vai colocar "aquecedores" humanos nas camas.


Uma cama quente – aproximadamente 20 a 24 graus centígrados – é uma boa forma de propiciar o sono, ao passo que uma cama fria pode inibi-lo, segundo estudos científicos.

Com efeito, vários estudos dizem que o sono começa ao início da noite, quando a temperatura do corpo começa a descer. Essa descida ocorre em parte porque os vasos sanguíneos das mãos, rosto e pés começam a dilatar-se e a libertar calor.
Por isso, a cadeia hoteleira Holiday Inn vai arrancar com uma experiência já no final deste mês, em Londres e Manchester: “cobertores eléctricos andantes”. Ou seja, terá funcionários vestidos com uma peça de roupa única, que irão aquecer as camas dos hóspedes cinco minutos antes de estes se irem deitar.
O serviço é gratuito e será como “ter uma botija de água quente gigante na cama”, comentou ao “The Telegraph” a porta-voz do Holiday Inn, Jane Bednall.
As botijas de água quente humanas têm capuzes e fatos de corpo inteiro, para que o corpo não fique em contacto directo com os lençóis.

(in, Jornal de Negócios)

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Passos Coelho lança novo site para apresentar ideias para o país.


O social-democrata Pedro Passos Coelho vai explicar a partir de terça-feira na Internet a sua visão para o país através de um conjunto de vídeos e de textos disponibilizados no endereço www.passoscoelho-mudar.com.

A nova página da Internet insere-se na estratégia de divulgação de "Mudar", livro em que Passos Coelho faz um diagnóstico sobre o estado do país e do PSD e defende, entre outras coisas, o reforço do papel da iniciativa privada na condução da economia, dizendo que o Estado "não pode ser ao mesmo tempo árbitro e jogador".
O volume de 280 páginas, publicado com a chancela da editora Bertrand sob a orientação do escritor Francisco José Viegas, é encarado por Passos Coelho como "uma peça importante" na sua campanha para a liderança do PSD.
O roteiro da sua divulgação pública, em mais de 50 postos de venda pelo país inteiro, coincidirá com acções de campanha a nível partidário e será divulgado na próxima semana, em conferência de imprensa.
"É natural que as pessoas que estão preocupadas com o seu futuro, preocupadas em saber como é que se vai resolver a situação em que mergulhámos, queiram apreciar a forma como aqueles que desejam assumir responsabilidades se prepararam para apontar caminhos novos e trazer soluções diferentes para os nossos problemas de hoje. E foi isso que eu procurei traduzir neste livro que escrevi", explica Passos Coelho.
Num dos cinco vídeos que irão ser disponibilizados num primeiro momento na página da Internet, o social-democrata propõe "um novo consenso" sobre o que é a intervenção do Estado na sociedade e na Economia, apontando para um reforço do papel da iniciativa privada.
"Eu sei que é um tema muito delicado, porque muitas pessoas associam a intervenção do Estado a uma tutela, a uma responsabilidade que o Estado tem sobre quase tudo na nossa sociedade", avisa Passos Coelho, que defende a mudança das regras do jogo.
"O Estado (...) não pode ser ao mesmo tempo árbitro e jogador. Precisamos cada vez mais que aquilo que é a iniciativa dos privados, do investimento que eles possam aportar para a economia, a capacidade de correrem riscos, de criar riqueza. Esse papel é insubstituível hoje, e não cabe ao Estado - cabe aos privados", defende Passos Coelho.
Nos restantes vídeos, que surgem como resumos dos capítulos do livro "Mudar", Passos aborda a questão das pensões de reforma e defende, entre outras coisas, a aposta no reforço das ligações entre Portugal e os países de língua oficial portuguesa.

(in, Lusa)

sábado, janeiro 16, 2010

Cerveja mais barata que água!


O preço da cerveja na Alemanha está em queda acelerada e em alguns supermercados é possível encontrar um litro desta bebida a 38 cêntimos, valor mais baixo que o litro de água mineral.

O aumento dos stocks de cerveja nas prateleiras dos supermercados, devido à quebra no consumo, tem levado os retalhistas a baixar os preços para aliviar as quantidades desta bebida que têm armazenadas.
Hoje em dia, em alguns supermercados alemães é possível comprar uma grade de 20 cervejas de meio litro por 3,77 euros, ou seja cada garrafa é transaccionada por menos de 19 cêntimos.
Os preços praticados já despertaram a atenção das autoridades alemãs, uma vez que está estipulado que cada garrafa de meio litro deverá custar no mínimo 28 cêntimos.
Recorde-se que a Alemanha é um dos países europeus onde se consome mais cerveja. Em 1990 cada alemão consumia em média 143 litros por ano, valor que actualmente caiu para 111 litros.
 
(in, Jornal de Negócios com Lusa)

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Dividendos


Para Benjamin Graham, considerado o grande pioneiro do investimento em valor ('Value Investing'), os dividendos não devem ser encarados como um instrumento de riqueza imediata mas como um indicador de sustentabilidade da empresa.
Para o mentor de Warrent Buffett, mais importante do que as empresas pagarem dividendos esporadicamente é a capacidade de promoverem o crescimento da taxa de dividendos aos accionistas ao longo do tempo que as tornam num activo apelativo.
É o que sucede com a Coca-Cola, líder mundial em bebidas não alcoólicas que há 47 anos distribui dividendos ininterruptamente e, nas últimas quatro décadas, as suas acções registaram uma valorização anual média de 11,5%.
Porém, nem sempre a redução ou mesmo a suspensão dos dividendos está ligado a maus resultados operacionais.
Por vezes, a administração da empresa decide cortar a remuneração aos accionistas com vista a utilizar esse dinheiro para reduzir parte do passivo ou até apostar na expansão do negócio. Nestes casos, ao contrário do que se possa pensar, é o próprio accionista que sai beneficiado pois, quando o dividendo é pago sob a forma de dinheiro esse "bónus" é automaticamente penalizado com uma tributação sob mais-valias de 20%, mas quando o dividendo fica retido nas contas da empresa é utilizado no sentido de aumentar valor da empresa. No entanto, não é desta forma que o mercado lê esta mudança de visão.
Numa altura em que muitas empresas preparam-se para apresentar os resultados anuais, inevitavelmente marcados pela crise mundial, muitos investidores que outrora compraram acções de companhias a contarem com os dividendos, correm agora o risco de, este ano, verem esses dividendos congelados.
Para evitar cair na armadilha dos dividendos o Diário Económico foi à procura de companhias que não só prometem pagar bons dividendos em 2010 como ao longo dos últimos cinco anos têm aumentado consideravelmente a remuneração dos investidores.
Além disso, é igualmente importante que grande parte dos resultados líquidos que a empresa distribui aos seus accionistas é feito sob a forma de dividendos.
Não é de estranhar que entre as sete eleitas o sector das telecomunicações marque destaque com quatro companhias - France Telecom, Telefonica, Portugal Telecom e Cable.

(in, Diário Económico)

domingo, janeiro 03, 2010

"Não consigo imaginar-me a viver com 450 euros por mês"


Na sua última entrevista como presidente da CIP, Francisco Van Zeller explicou ao "Weekend Económico" por que foi contra o aumento do salário mínimo e o que fez para mudar o aeroporto para Alcochete.

Francisco Van Zeller não imagina o que é viver com 450 euros por mês, mas diz que enquanto não existirem condições de produtividade será impossível aumentar o salário mínimo.
Defende que este deve ser um projecto nacional, num Portugal que precisa de uma mentalidade internacional, de empreendedores e de elites que puxem pelo país.
Aos 71 anos prepara-se para deixar a presidência da confederação dos patrões, lamentando a falta de capacidade para influenciar as decisões que podem mudar Portugal. Mas diz que o aeroporto em Alcochete é uma vitória pessoal.

(in, Jornal de Negócios)

sábado, dezembro 26, 2009

Reforma do Sistema de Saúde aprovada nos EUA


O Senado norte-americano aprovou a proposta de legislação para reformar o sistema de saúde dos EUA, por 60-39 votos.

Todos os Democratas e dois independentes apoiaram uma proposta de 871 mil milhões de dólares, que alargará a cobertura dos cuidados de saúde a dezenas de milhões de norte-americanos sem seguro de saúde, avançou a Bloomberg.
Os Republicanos opuseram-se, dizendo que isso fará subir os impostos, aumentar o défice federal e penalizar empresas privadas, como a Aetna.
“Progresso e oportunidade são o que esta lei representa”, afirmou o líder da maioria no Senado, Harry Reid, Democrata pelo Estado do Nevada, um pouco antes da votação. “Eis-nos a minutos de fazer aquilo que muitos tentaram, mas ninguém conseguiu até hoje”, acrescentou, citado pela Bloomberg.
Quanto ao líder dos Republicanos, Mitch McConnel, comprometeu-se a continuar a combater uma medida que diz não resolver o problema dos exorbitantes custos dos cuidados de saúde. “Esta luta não acabou. Os meus colegas e eu continuaremos a trabalhar para impedir que esta proposta se torne lei”, afirmou.
O Senado e a Câmara dos Representantes – as duas casas do Congresso – deverão agora colaborar para conseguirem um compromisso que fique algures entre duas versões, um processo que os Democratas querem terminar antes do discurso do presidente Obama sobre o Estado da Nação, a ser proferido em finais de Janeiro ou inícios de Fevereiro.
As negociações vão focalizar-se nas diferentes propostas tributárias para cada medida, nas provisões sobre o aborto e num novo programa de seguros gerido pelo governo – que está incluído na proposta da Câmara dos Representantes e não na do Senado, refere a mesma fonte.
Ambas as propostas constituem a mais vasta expansão da cobertura dos cuidados de saúde desde que o Congresso criou o programa Medicare para a terceira idade, em 1965, e reestruturará um sistema que representa cerca de 18% da maior economia mundial.

(in, Jornal de Negócios por Carla Pedro)

Atractivos para ingressar no tráfico.


A sensação de poder armado e a facilidade de conquistar mulheres são os grandes atractivos que levam crianças, adolescentes e jovens a ingressar no tráfico de drogas, segundo uma das conclusões do estudo promovido pela UNICEF, no Rio de Janeiro.

Quando vai ser operado? Veja na net.


As pessoas inscritas para cirurgias podem a partir de quarta-feira consultar na Internet a sua posição na lista de espera e saber quanto falta para serem operadas, divulgou esta terça-feira o Ministério da Saúde.
O Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (e- SIGIC), que será apresentado na quarta-feira no Ministério da Saúde, possibilita «conhecer a posição que ocupa na lista, bem como o tempo dentro do qual será realizada a intervenção cirúrgica».
 Para consultar o e-SIGIC, é preciso registar-se no Portal da Saúde com o número de utente, que dá direito a uma palavra-passe que permite consultar o processo. Nesta lista, estão inscritos com indicação para intervenção cirúrgica cerca de 170 mil doentes, adiantou recentemente a ministra da Saúde.
A ministra, Ana Jorge, disse no princípio do mês que é preciso «continuar a trabalhar na redução do tempo de espera cirúrgico para as neoplasias malignas».
A mediana do tempo de espera no primeiro semestre de 2009 era de 27 dias e em 2008 era de 36 dias.

(in, Sapo)

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Padre anglicano encoraja pobres a furtarem.


O padre anglicano disse à BBC que tinha recomendado aos fieis que furtassem apenas nos grandes estabelecimentos e «não nos pequenos negócios ou lojas familiares».
Tim Jones considera que a atitude da sociedade com os pobres deixa alguns sem outra opção que não seja o crime.
«Como padre cristão o meu conselho é que furtem. Não faço essa recomendação por achar que furtar é uma boa acção ou que não faça mal, claro que faz», explicou.
Um porta-voz da polícia qualificou a homilia de «altamente irresponsável». O oficial afirmou que roubar não é solução, apesar de as pessoas passarem dificuldades, porque «aumenta a espiral da delinquência tanto no indivíduo como na sociedade».
O Arquidiácono de York, Richard Seed, repudiou o encorajamento e disse que «a Igreja Anglicana recomenda que ninguém furte».

(in, SOL)

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Maiores autarquias exigem IMI máximo em 2010.


Os maiores municípios do País vão continuar a exigir que os seus moradores paguem IMI (imposto municipal sobre o património) pelos valores máximos permitidos por lei no próximo ano.

Entre as 23 autarquias com mais de 100 mil habitantes, onde reside praticamente metade da população portuguesa, 20 continuarão a cobrar uma taxa de 0,7% sobre o valor patrimonial tributário dos prédios mais "antigos" (que não foram reavaliados ou transaccionados desde 2004).
As excepções cabem à Amadora, Leiria e Vila Franca de Xira, que fixaram uma taxa ligeiramente inferior: de 0,68%. Para um prédio avaliado pelas Finanças em 30 mil euros, por exemplo, isto significa uma poupança de seis euros em relação aos 210 que teriam de pagar caso a autarquia cobrasse o máximo.
Já no caso dos imóveis que foram avaliados à luz das regras que vigoram desde 2004, as câmaras vão ser um pouco mais generosas. Ao todo, entre as 23 maiores, cinco fizeram um pequeno desconto aos seus proprietários: Lisboa, Amadora, Oeiras, Vila Franca de Xira, Barcelos e Leiria fixaram taxas entre os 0,35% e os 0,38%, quando legalmente podiam ir até aos 0,4% sobre o valor patrimonial tributário dos imóveis.

(in, Jornal de Negócios)

Funcionários dos Estaleiros de Viana enfrentam processo por jogarem póquer online.


Doze trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) enfrentam um processo disciplinar depois, de alegadamente, terem instalado nos seus computadores uma aplicação informática para jogarem “online”. A empresa diz que a sua rede ficou vulnerável a ataques durante 70 horas, ficando vulnerável a ataques

Segundo dados recolhidos pelo “Diário de Notícias”, a empresa admite que dois dos trabalhadores em causa poderão ser despedidos por justa causa, por alegada violação dos deveres para com a entidade patronal, uma vez que são casos de reincidência.
Em causa, escreve o DN na edição de hoje, esteve a instalação de uma pequena aplicação que permitiu aos funcionários aceder a jogos de póquer online, conteúdo bloqueado pelas regras de segurança da rede informática da empresa. Os ENVC reclamam que a sua rede terá assim ficado vulnerável a ataques externos durante um período de cerca de 70 horas
“Apesar da gravidade da situação, e do risco a que a rede dos ENVC esteve sujeita, dentro da empresa há quem defenda que a situação espelha o momento vivido pelo maior construtor naval português, a braços com a falta de novas encomendas. Isto sucedeu com trabalhadores que se ocupam do projecto e desenho do casco de navios, ou seja, os primeiros a sentir o imacto da crise e não têm novas construções para projectar”, acrescenta o DN.
Os ENVC integram a Empordef, empresa pública da indústria nacional da defesa.

(in, Jornal de Negócios)

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Investimento dos portugueses em acções dos mais baixos na Europa.


Os portugueses continuam entre os investidores que colocam menos capital em fundos de acções, quando comparados com a média da Europa, desperdiçando assim a escalada das acções nos últimos meses.

De acordo com o relatório hoje divulgado pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP), referente ao terceiro trimestre do ano, terminado em Setembro, apenas 13,3% do total investido em fundos de investimento está alocado em fundos de acções. Este valor compara com uma média de 28,7% na Europa, mais do dobro do valor registado em Portugal.
Ao contrário dos investidores europeus, os aforradores nacionais têm aproveitado menos a forte recuperação dos mercados accionistas nos últimos meses, que sobem mais de 50% desde os mínimos de Março.
Ainda assim, a exposição aos fundos de acções em Portugal tem vindo a aumentar nos últimos meses. No final do mês passado, esta categoria pesava 8,9% do total sob gestão, acima dos 7,7% no final de 2008.
De acordo com o mesmo relatório, os fundos de tesouraria são os fundos que recolhem a preferência dos portugueses, ao captarem 34,6% do valor sob gestão total. Na Europa, esta categoria recolhe 20% do investimento em fundos.

(in Jornal de Negócios por Patrícia Abreu)

Última década: Norte foi região que mais empobreceu, Madeira a que ficou mais rica.


A região Norte foi a que mais empobreceu nos últimos treze anos, cedendo terreno ao Alentejo e depois aos Açores, sendo hoje o território do país onde o rendimento per capita é o mais baixo. Já a Madeira é a região que melhor sai na “fotografia” quando se avalia a evolução do PIB per capita desde 1995. É agora a segunda mais rica, não muito longe da região de Lisboa.

Segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), entre 1995 e 2008, o rendimento dos madeirenses ultrapassou a “linha de água” e está agora 28% acima da média nacional, quando no início do período estava 11% abaixo.
No mesmo período, Lisboa, que permaneceu sempre como a região mais “rica” do país, praticamente marcou passo: o PIB per capita ainda subiu alguns pontos entre 1998 e 2005, mas em 2008 (último ano para os quais há dados disponíveis e ainda provisórios), regressou ao mesmo patamar de 1995, com um rendimento 38% acima da média do País.
Pela negativa, o destaque vai todo para a região Norte, que foi empobrecendo progressivamente ao longo do período, apenas com uma ligeira recuperação em 2007 e 2008. Contas feitas, se em 1995 a região apresentava um PIB per capita 15% inferior à média nacional, em 2008 a distância aumentou para 20%.
O Algarve também caiu no “ranking” de riqueza das regiões portuguesas, mas a descida é residual (5% acima da média em 1995, que compara com 4% em 2008). É agora a terceira região mais “próspera”, depois de Lisboa e da Madeira, a quem cedeu, na última década, o “seu” segundo lugar.
O Alentejo (mais um ponto percentual entre 1995 e 2008) e sobretudo os Açores (com um ganho de dez pontos) viram também as suas posições relativas melhoradas, com PIB per capita 6% e 11%, respectivamente, abaixo da média do País.
Já o Centro permaneceu ao longo de todos estes anos com um rendimento per capita relativo quase inalterado, cerca de 15% aquém da média nacional.
Em relação ao ano de 2008, o INE destaca, porém, que em termos nominais, o PIB regional cresceu acima da média nacional no Norte (2,7%) e na Madeira (2,6%), teve uma evolução igual à média nacional em Lisboa (2,1%) e apresentou uma evolução inferior ao crescimento nacional no Centro (2%), no Algarve (1,3%), nos Açores (1,6%) e no Alentejo, tendo nesta última região registado, mesmo, um ligeiro decréscimo (-0,2%).
As mexidas são porém bem diferentes, e muitas vezes de sinal contrário, quando de mede a evolução do PIB em termos reais e se incorpora o efeito da variação dos preços. Nesta perspectiva, o PIB regional dos Açores, beneficiando de preços mais baixos, registou um aumento superior à média nacional (2,3%), o mesmo tendo sucedido no Centro(0,5%) e na Madeira (0,6%). Já as restantes regiões, registaram um decréscimo, mais acentuado no Algarve (-0,5%) e menos significativo no Norte e em Lisboa (-0,1%).
 
(in, Jornal de Negócios por Eva Gaspar)

A misteriosa fortuna de Tony Blair.


O antigo Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair, pode vir a tornar-se um dos mais ricos governantes de sempre no Reino Unido. Desde que abandonou o poder, em 2007, Blair já recebeu milhões de libras, canalizados para uma estrutura semi-secreta - pensada para fugir ao fisco, admite o jornal The Guardian.
Quando abandonou o n.º 10 de Downing Street, Tony Blair começou a juntar uma fortuna, proveniente de fontes nem sempre claras.
O antigo Primeiro-Ministro britânico não só lidera uma empresa de consultadoria comercial, como também aconselha juridicamente um banco norte-americano e uma seguradora suíça.
Paralelamente, o negócio livreiro em que está envolvido rendeu-lhe também milhões de libras, tal como as duas instituições de caridade que lidera – Tony Blair Africa Governance Initiative e a Tony Blair Faith Foundation.
Todo esse dinheiro foi canalizado para uma mega-estrutura chamada Windrush Ventures No 3 Limited Partnership: uma complexa teia de negócios que envolve 12 entidades jurídicas diferentes.
Para o jornal The Guardian, a estrutura montada por Tony Blair não contém nada de ilegal em si mesma – ainda que o seu funcionamento e, sobretudo, o seu financiamento sejam pouco claros.
Contudo, o diário britânico acredita que, por detrás do complexo jurídico, se esconde apenas um esquema de fuga ao fisco conhecido no Reino Unido como ‘parceria familiar limitada’.
Por outras palavras: classificando como ‘parceiros limitados’ os seus quatro filhos, Tony Blair estará a garantir que, no futuro, os seus herdeiros possam receber a fortuna ganha pelo pai, em vida, completamente isenta de impostos.



‘Investigue você mesmo’

Dada a complexidade da estrutura montada por Blair para injectar a sua fortuna, a edição online do ‘The Guardian’ lançou uma questão aos seus leitores: o que é afinal a Windrush?
Disponibilizando no seu site a documentação contabilística da Winrush Ventures, o jornal britânico lançou um concurso para que, através dos seus leitores, possa resolver o ‘mistério da fortuna de Tony Blair’.
Pode não se tratar de um mistério de Agatha Cristie ou de Arthur Conan Doyle com um desfecho heróico, mas, ao leitor que descobrir algo novo sobre a fortuna de Blair, o The Guardian prometeu um cartoon assinado de Steve Bell.
O prazo para resolver a ‘charada’ de Blair termina hoje.

(in, Jornal de Negócios por Hugo Leitão Silva)

Rui Nabeiro: "As minhas poupanças estão todas na empresa. Não consigo fazer de outra forma"


“É uma má politica, mas não consigo fazer de outra forma”.
É assim que Rui Nabeiro classifica a medida de colocar todas as suas poupanças na empresa que lidera, a Delta.



(in, Jornal de Negócios)

terça-feira, dezembro 15, 2009

Nóbel da Economia: "Se se castiga os ricos pelo seu êxito, o País terá menos êxito"


Lucas critica o desempenho da economia espanhola e estende a decepção à Europa e aos Estados Unidos da América.

Sobre Espanha, aquele que considerado um dos economistas vivos mais influentes do mundo demonstra cepticismo face aos aumentos de impostos previstos para os rendimentos médios e elevados, proposta pelo Executivo de Zapatero.
"Se se castiga os ricos pelo seu êxito, o País terá menos êxito”, adverte Robert Lucas ao "Expansión". A multiplicação das políticas de gastos orçamentais contra a crise é criticada por este economista, que acrescente que os seus efeitos chegam tarde de mais: "O efeito das políticas orçamentais de Zapatero e de Obama vão chegar quando já não fizerem falta", sendo que os planos fiscais "vão criar obstáculos ao regresso do crescimento" económico.
Considerando o nível de desemprego espanhol "chocante", Lucas defende uma reforma laboral. E diz: "O endividamento de Espanha é insustentável", avisando que haverá um efeito de "crowding out" (expulsão): "Se o Estado emite mais [dívida], o sector privado emite menos".
Tanto Zapatero como Obama, acusa, "falam demasiado sobre a subida de impostos sobre os ricos, como se pudessem financiar a crise apenas com isso. Desincentivam a procura de riqueza". E sentencia: "A União Europeia está a sair da crise; a Espanha não".

(in, Jornal de Negócios)

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Futurologia?!


Não gostaria de me achar com dons para a futurologia e adivinhices, se bem que por vezes, seria bastante útil.
Hoje deixo apenas um link que só espero não ter motivos para me lembrar dele novamente daqui a uns dias!
Basta clicarem AQUI e vão dar a um documento disponível no Portal da Assembleia da República...então a coisa é séria e para ser levada com respeito.
Será?

Banqueiros de Wall Street são uns "gatos gordos"


Obama está em guerra aberta com os financeiros de Wall Street que "não percebem porque é que as pessoas estão chateadas com o sector".
No programa "60 minutos" transmitido ontem pela CBC, Obama qualificou os banqueiros de "gatos gordos que não entendem o que se está a passar".
"Não concorri à presidência dos Estados Unidos para ajudar um conjunto de gatos gordos instalado em Wall Street", afirmou Obama.
As críticas do presidente continuaram: "Os banqueiros ainda não perceberam porque é que as pessoas estão chateadas com o sector. Bem, é fácil de perceber. Os bancos estão a dar prémios de 10 e 20 milhões de dólares depois da América ter enfrentado a pior crise económica em décadas cuja causa esteve no próprio sector".
As relações entre a Casa Branca e o sector financeiro têm sido difíceis desde o início da crise e parecem ter azedado nos últimos meses, com os bancos a fazerem ‘lobby' para tentar impedir a aplicação de legislação que endureça a regulação e as remunerações.
Ainda assim, Obama tem hoje agendada uma reunião com os principais banqueiros do país, como Lloyd Blankfein do Goldman Sachs ou Ken Lewis do Bank of America. Obama deverá usar a reunião para exigir aos bancos que passem a facilitar crédito aos norte-americanos, de forma a ajudá-los no desemprego.



(in, Económico)

Lusófona ganha grande prémio de criatividade da Zon.


A Universidade Lusófona recebeu o grande prémio de criatividade da Zon, no valor de 100 mil euros, foi hoje anunciado.

Com a curta metragem "Romeu e Julieta - O musical", a universidade ganhou não apenas a categoria de curtas metragens, como o grande prémio, que é o maior atribuído em Portugal na área multimédia. O musical foi produzido pelos alunos da universidade Lusófona.
A menção honrosa da categoria, "O meu galo gabiru", foi submetida ao Iapmei por ter sido considerada negócio potencial.
Na categoria aplicações houve dois prémios. O primeiro prémio foi atribuído ex-aequo aos trabalhos "Jarbas" da FYI e Enigma Virtual e a aplicação portal de televisão da Universidade do Porto.
Este ano não foi atribuído prémio na categoria conteúdos multimédia. No ano passado o vencedor do grande prémio foi também de curta metragem, tendo o filme sido visto por 200 mil pessoas nos cinemas Zon Lusomundo.

(in, Jornal de Negócios por Alexandra Machado)

"A recessão só será superada quando o emprego aumentar"


A asessora do presidente Obama para questões económicas, Christina Romer, disse este domingo que a economia americana não saiu da recessão e não sairá, enquanto os indicadores de desemprego não melhorarem.

(in, sapo.pt)

Berlusconi agredido sai da rua a sangrar.


O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, foi agredido hoje em Milão, numa praça pública, de de onde saiu para o hospital com a cara em sangue.
Segundo noticia a Reuters, citando várias testemunhas e agentes policiais, a agressão terá sido cometida por um homem de 42 anos. O jornal "Corriere Dela Sera" identifica o homem como Massimo Tartaglia.
Os primeiros relatos indicavamo que o primeiro-ministro teria sido esmurrado mas segundo a imprensa italiana, terá antes sido arremessado um objecto à cara de Berlusconi a curta distância: uma reprodução, em miniatura, da Catedral de Milão (a "Duomo"), que tem uma base em ferro.
Berlusconi acabara de discursar num comício numa praça em Milão e preparava-se para entrar na sua viatura oficial quando se virou para os populares acenando. Terá sido nessa altura que Massimo Tartaglia lhe atirou à cara o objecto, que deixou Berlusconi a sangrar dos lábios, como demonstram várias fotografias tiradas por locais com os seus telemóveis, que já circulam na Internet.
A estação RAINews colheu as imagens após o incidente, que já estão disponíveis (ver em baixo). Depois da agressão, Berlusconi entrou e voltou a sair do carro, para acenar.
Berlusconi foi imediatamente encaminhado para o hospital de San Raffaele di Milano, onde já foi alvo de vários exames.
Várias personalidades políticas já vieram a terreiro repudiar a agressão, que qualificam como um acto de terrorismo. Segundo repórteres locais, o homem presumível agressor foi detido.
O ministro da Defesa italiano, Ignazio La Russa, confirmou entretanto que o presumível autor da agressão foi imediatamente detido e identificado pela polícia, segundo o qual este detenção "impediu o linchamento desta pessoa" pelos numerosos populares que estavam na Piazza del Duomo, em Milão.

Reformas em 2010 levam corte de 1,65%.


Quem passar à reforma em 2010 arrisca um corte no valor da pensão que pode chegar aos 1,65%, confirmou hoje o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. A alternativa é trabalhar mais dois a quatro meses, consoante o número de anos de descontos do trabalhador ou reforçar as poupanças.

A causa para este corte é o “factor de sustentabilidade”, um indicador que faz depender o valor das novas pensões de reforma da evolução da esperança média de vida e que se aplica tanto a quem fez descontos para o regime geral da Segurança Social (trabalhadores do sector privado) quer para os funcionários públicos.
2010 será o terceiro ano em que os reformados vão sentir um corte na pensão por via deste “factor de sustentabilidade”. Quem saiu do mercado de trabalho em 2008 sofreu uma redução de 0,56% ou teve de trabalhar mais um mês além da conta “normal”.
Em 2009, com o crescimento da esperança média de vida, os trabalhadores que se reformaram levam uma penalização de 1,32%. Em 2010, o corte será de 1,65%, confirmou sexta-feira o Ministério do Trabalho, em comunicado. A percentagem da redução crescerá todos os anos, à medida que os ganhos em termos de tempo de vida forem progredindo, e o seu valor exacto só será conhecido no final de cada ano.
O pensionista têm alternativas para remediar o corte no valor da pensão. Desde logo, trabalhar mais tempo. Segundo contas do Ministério do Trabalho, quem para o ano se reformar com 65 anos de idade e 40 de descontos, verá a sua pensão bonificada em 2% se trabalhar mais dois meses (sobrando-lhe ainda 0,35% de bonificação).
Uma outra alternativa passa por reforçar os descontos para a reforma, através do fundo público (os certificados de reforma) ou de produtos privados.

(in, Jornal de Negócios por Elisabete Miranda)

Fisco com acesso a contas bancárias de familiares suspeitos.


A Assembleia da República aprovou sexta-feira um projecto de Lei do PCP que permite à administração fiscal aceder, sem obstáculos, aos movimentos bancários dos familiares dos contribuintes suspeitos de “fuga ao Fisco”.

O recurso judicial, que na Lei actual bloqueia o processo, perde o seu efeito suspensivo e passa a permitir-se que os Directores-gerais analisem a informação bancária de familiares com o contribuinte, enquanto os tribunais avaliam a decisão das finanças.
A proposta viabilizada na generalidade com os votos favoráveis do BE e as abstenções do PS e PSD obriga ainda as instituições financeiras a comunicar à Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) anualmente os juros das poupanças que cada um dos seus clientes residentes em Portugal recebe.

(in Jornal de Negócios por Elisabete Miranda e António Larguesa)

O que é nacional...


A maioria dos portugueses afirma que a certificação influencia a escolha de um produto ou serviço. Contudo, quando adquire um produto ou serviço, grande parte dos consumidores não tem a preocupação de saber se este é ou não certificado.

As conclusões são de um estudo da Marktest, encomendado pela APCER (Associação Portuguesa de Certificação) e realizado via Internet junto de mil indivíduos dos 16 aos 64 anos, residentes em Portugal Continental.
"A certificação ainda não passou à fase de ser um critério decisivo no acto de compra. É um processo longo, que exige algum aprendizagem", comenta, ao Negócios, José Leitão, presidente executivo da APCER. "Mas não deixa de ser surpreendente que a maioria dos portugueses já tenha uma noção sobre a temática", salienta o CEO da associação.

(in, Jonal de Negócios por Lúcia Crespo)

Morreu Paul Anthony Samuelson.


Paul Anthony Samuelson, Prémio Nobel da Economia em 1970 e um dos economistas mais conhecidos em todo o mundo, sobretudo entre os estudantes, morreu hoje aos 94 anos, anunciou o Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde era professor desde há mais de 60 anos.

Samuelson, cujo trabalho é reconhecido como um dos mais importantes para a formação da economia moderna, utilizou a análise matemática para estabelecer o equilíbrio entre os preços, a oferta e a procura de bens e serviços.
Samuelson, um defensor do comércio livre, foi o primeiro norte-americano a receber o Nobel da Economia, em 1970 (segundo ano do prémio), tendo sido o economista mais reputado e influente nos Estados Unidos desde 1930 até aos anos 60.
A atribuição do Nobel foi justificada “pelo trabalho científico através do qual desenvolveu teoria nos campos da economia estática e dinâmica, contribuindo activamente para aumentar o nível da análise da ciência económica”.
A Real Academia das Ciências Suecas reconheceu na altura que Samuelson “fez mais que qualquer outro economista contemporâneo para elevar o nível da análise científica na teoria económica”.
Foi também o autor dos livros de economia mais vendidos em todo o mundo, como é o caso do “best seller” Economics, com mais de 4 milhões de cópias vendidas, “leitura obrigatória” nas licenciaturas de economia.
Samuelson, ou PAS, como o próprio se chamava, ingressou no MIT em 1940 e três dos seus alunos foram também galardoados com o Nobel da Economia: Lawrence Klein, George Akerloff e Joseph Stiglitz.
 “Tinha uma mente viva e excitante”, comentou Stiglitz, acrescentando que “algum do trabalho que fez há mais de 50 anos é hoje mais importante do que na altura”.

(in, Jornal de Negócios por Nuno Carregueiro)

sábado, dezembro 12, 2009

Estaremos a escolher cursos sem utilidade para a economia?


Mais de 500 mil portugueses estão desempregados.
Será isto fruto da conjuntura ou estamos a formar pessoas nas áreas que as empresas não precisam?
Veja as respostas no programa "A Cor do Dinheiro".



(in, Jornal de Negócios)

sexta-feira, dezembro 11, 2009

"Não tenho hoje comigo uma solução definitiva para os problemas da guerra"


Na entrega do prémio Nobel da Paz, Barack Obama falou de guerra.
Reconheceu que, muitas vezes, a guerra é necessária para alcançar a paz.
E que o "desejo de paz raramente é suficiente para alcançar a paz".
"A paz exige sacrifício e responsabilidade".

Para pensar...#2


Mau grado o voto de pobreza a que a Ordem Franciscana obriga, Frei Vítor Melícias, recebe uma modesta reforma de € 7450!
Será que a entrega direitinha à Ordem Franciscana e a distribui pelos mais necessitados?
Padre Melícias com pensão de 7450 euros.
O padre Vítor Melícias, ex-alto comissário para Timor-Leste e ex-presidente do Montepio Geral, declarou ao Tribunal Constitucional, como membro do Conselho Económico e Social (CES), um rendimento anual de pensões de 104 301 euros.
Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros. O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias, da "remuneração acima da média" auferida em vários cargos.
Vítor Melícias entregou a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional em 2 de Fevereiro de 2009, mais de um ano após a instituição presidida por Rui Moura Ramos ter clarificado a interpretação da lei que controla a riqueza dos titulares de cargos políticos.
A 15 de Janeiro de 2008, o Tribunal Constitucional deixou claro que, ao abrigo da lei 25/95, 'de entre os membros que compõem o CES, se encontram vinculados ao referido dever [de entrega da declaração de rendimentos] aqueles que integrem o Conselho Coordenador e a Comissão Permanente de Concertação Social, bem como o secretário-geral'.
Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. 'Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico', diz o sacerdote.
Melícias frisa que exerceu funções com 'remuneração acima da média, que corresponde a uma responsabilidade acima de director-geral', no Montepio Geral, na Misericórdia de Lisboa, no Serviço Nacional de Bombeiros e noutros organismos.

Razão tinha o S. Pedro quando um dia espreitando cá para baixo, viu um avião de luxo, todo branco com o Papa lá dentro e exclamou: vejam só como o negócio evoluiu, começou com um burro...