segunda-feira, novembro 30, 2009

Economia da Saúde, Pedro Pita Barros


De uma forma simples, a Economia da Saúde é a aplicação da análise económica ao sector da saúde. Tal implica conhecer os principais conceitos, os diferentes intervenientes e respectivas motivações, explicar e prever os seus comportamentos, a forma como se cruzam e interagem.
A Economia da Saúde usa frequentemente modelos matemáticos para organizar e sistematizar a análise. Apesar dessa característica, os conceitos principais são apresentados sem necessidade de leitura das partes mais técnicas. A maioria dos aspectos fundamentais são facilmente apreendidos a um nível intuitivo, sem se prescindir do rigor inerente a um livro de texto.
Os temas e exemplos usados são reflexo das minhas preferências e investigação. Por isso mesmo, esta não é uma obra enciclopédica. É mais um convite a entrar na forma de pensar do economista, usada com o objectivo de compreender e agir sobre o sector da saúde.
Se, no final, este livro o levar a olhar de forma diferente como funciona o sector da saúde, terá cumprido o seu objectivo.
A segunda edição actualiza a informação estatística, bem como introduz dois novos capítulos, sobre economia do sector do medicamente e sobre cuidados de saúde primários.

(in, Wook)

Cyber Monday


Durante uma semana, até 6 de Dezembro, os adeptos das compras 'online' vão poder comprar 200 produtos de cerca de 50 lojas no CyberMonday.pt, afirmou à Lusa Sónia Files do KuantoKusta.pt, empresa responsável pela edição portuguesa do norte-americano CyberMonday.
A responsável adiantou terem recebido propostas de mais de 100 lojas, mas que optaram por seleccionar apenas 50 com 200 produtos que garantem as melhores promoções.
O CyberMonday.pt garante para já a oferta em diversas áreas como tecnologia, moda e acessórios, brinquedos e puericultura e viagens.
"Entre os parceiros do evento estão nomes como Apple, LG, La Redoute, Vodafone, Staples, Pixmania, Ikea, entre muitos outros não menos importantes", afirmou Sónia Files, que destaca a importância do portal em véspera do Natal.
O KuantoKusta.pt, empresa responsável pela edição portuguesa, inspirou-se nas grandes promoções praticadas no CyberMonday dos Estados Unidos e, mais recentemente, na experiência de França, para realizar o mesmo evento em Portugal.
"A facilidade e rapidez de procura dos produtos pretendidos são vantagens inerentes ao CyberMonday", refere Sónia Files.
O KuantoKusta defende ainda que com a previsível aproximação do pico da gripe A, as compras pela Internet são uma forma de prevenção para quem quiser evitar as multidões dos centros comerciais.
O Cyber Monday existe já há 10 anos nos Estados Unidos, sendo a maior festa de comércio electrónico do país, que ocorre na segunda-feira seguinte ao feriado do Dia de Acção de Graças e antecipa as compras de Natal.

(in, Sapo.pt)

A hormona da bondade.


A capacidade de ser bom pode ser afinal influenciada por variações genéticas que determinam a forma como reagimos a uma hormona chamada oxitocina. É pelo menos esta a conclusão de um estudo de cientistas norte-americanos, que analisou como uma alteração num gene influencia a capacidade de perceber e identificarmo-nos com as emoções dos outros - um traço fundamental do que é geralmente definido como bondade.
Há muito tempo que os cientistas estudam a forma como a oxitocina influencia o comportamento humano. Sabe-se que esta hormona, produzida no cérebro, desempenha um papel importante no parto e na amamentação, ajudando a mãe a relacionar-se com o bebé, por exemplo. Mas novos estudos sugerem que pode também influenciar os pilares da civilização: a capacidade de simpatizar e confiar nos outros. E que nem todos reagem da mesma maneira a esta hormona.
Uma investigação publicada na revista Proceeding of the National Academy of Sciences mostra que as diferenças genéticas na resposta aos efeitos desta hormona estão ligadas à capacidade de ler expressões faciais, compreender as emoções e sentir empatia pelos outros. O estudo, que incluiu 200 estudantes, descobriu três combinações genéticas possíveis, já que todos os humanos recebem uma cópia do gene em causa de cada progenitor. E os resultados mostram que um dos grupos reagiu melhor aos testes de empatia e aos testes de stress.
Por isso, as pessoas que produzem esta hormona em maior quantidade ou que são geneticamente mais sensíveis aos seus efeitos acabam por ser mais "boazinhas". Diferenças que existem a um nível muito mais profundo e independentemente da educação e dos factores culturais.
"Somos todos diferentes e isso é bom", diz uma das autoras do estudo, Sarina Rodrigues. "Se todos fossemos melosos e amorosos, o mundo seria um sítio muito desagradável", conclui.
No entanto, a cientista salienta que é preciso cuidado. "Também fiz o teste e embora não esteja naquele grupo [dos mais bonzinhos], gosto de pensar que sou uma pessoa que se preocupa com as outras. Mas estes estudos ajudam-nos a perceber que alguns de nós nascem com a tendência para serem mais empáticos do que outros", disse.
No entanto, a oxitocina não é uma ferramenta mágica para transformar qualquer pessoa num bom samaritano. Noutro estudo publicado no início do mês, Simone Shamay-Tsoory, da Universidade de Haifa, em Israel, relatou uma experiência que mostra outra vertente desta hormona. Participantes num jogo foram postos frente a frente com o adversário que consideravam mais arrogante. Foi-lhes dada então um dose de oxitocina, através de um spray nasal. E verificou-se que os sentimento de inveja quando o adversário ganhava ou de satisfação quando perdia eram amplificados. No geral, no entanto, os cientistas acreditam que esta hormona é mais importante no reforço dos sentimentos positivos do que dos negativos.

(in, Sapo.pt)

E hoje, uma "anedota".

Era uma vez …
António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo acordado pelo despertador (Made in Japan) às 07:00h da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapore) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...

O Ministério da Economia de Espanha estima que, se cada espanhol consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria um número muitíssimo significativo de postos de trabalho.

Afinal não era uma anedota?!



sábado, novembro 28, 2009

Realidade ou ficção?


Numa semana marcada inevitavelmente pelos problemas do Dubai com o pagamento de dívida, não pude deixar de pensar naquele paraíso idilicamente pensado!





O Dubai, que contraiu empréstimos de 80 mil milhões de dólares num período de quatro anos de “boom” do sector da construção para transformar a sua economia num centro turístico e financeiro, sofreu as maiores quedas mundiais no mercado imobiliário durante a recessão. Os preços das casas caíram 50% face ao pico de 2008, de acordo com os dados do Deutsche Bank, citados pela Bloomberg.

Uma situação de incumprimento do pagamento da dívida levaria a um súbito stop dos fluxos de capital para os mercados emergentes e constituiria um “forte passo atrás” na retoma face à crise financeira global, segundo alguns analistas.
Venha o que Deus quiser!

quarta-feira, novembro 25, 2009

Michael Moore afirma.


Um dia antes da estreia de "Capitalism" em Portugal.

"Nunca comprei uma única acção."

Michael Moore (in, Jornal i, 25 Novembro 2009)



sábado, novembro 21, 2009

Quer trabalhar em Wall Street? Torne-se primeiro um ás no "Poker".


Alguns dos melhores candidatos a empregos de operador de mercados, em Wall Street, são jogadores profissionais de póquer “online”. Quem o diz é o professor de finanças comportamentais da Universidade de Harvard, Brandon Adams que explicou as razões à Bloomberg.

Um número crescente de “hedge funds” e empresas que operam no mercado estão a monitorizar jogadores profissionais de póquer procurando talento e capacidades analíticas, segundo a Bloomberg que cita empresas de recrutamento para clientes de Wall Street. Várias casas de investimento utilizam o póquer, para ensinar os seus “trainees” a pensarem em termos estratégicos, avança a Bloomberg.
“Eles são na essência, sobreviventes do sistema. Um sistema difícil, onde 95% das pessoas perdem dinheiro”, segundo disse Adams em entrevista à Bloomberg. “Alguém suficientemente esperto e disciplinado para sobreviver nesse sitema, vai provavelmente sair-se muito bem no mundo da bolsa”, explicou.
Além disso, o conjunto de capacidades necessárias a um bom “trader”, faz parte das competências de um jogador de póquer que ganha dinheiro.
A capacidade de abordar o risco de forma racional, de decidir depressa e sob pressão, bem como um memória bem treinada, são enumeradas pelas empresas que recrutam para as firmas financeiras de Wall-Street, como necessárias a um bom “trader”.
Mas essas são também as características que distinguem um bom jogador de póquer, de um que perde dinheiro consistentemente, disseram à Bloomberg.
“Alguém que conseguiu viver do seu desempenho no póquer durante uns anos, tem mais probabilidade de ser um bom operador de bolsa do que alguém que não o fez”, disse o antigo jogador de póquer e actual gestor de risco da AQR Capital Management, Aaron Brown. “Eles sabem ir mais longe quando têm vantagem e sabem como não exagerar. Essa é uma combinação difícil de encontrar”, acrescentou.
Brown é também exemplo disso. Sendo o autor do livro “The Poker Face of Wall Street”, o gestor de risco que jogou ao longo póquer ao longo da vida e que deixou de tentar ser profissional ao fim de uns dois anos a tentar, explica sua decisão: “Acabei por perceber que [trabalhar em] finanças era mais fácil”.

(in, Jornal de Negócios - Hugo Paula)

quinta-feira, novembro 19, 2009

Crianças aprendem que "tempo é dinheiro".

“Tempo é dinheiro” parece ser uma expressão meramente perceptível por um adulto.
Mas o BES quer “tornar o consumidor cada vez mais melhor informado” e desde pequenino.
Por isso tem um projecto, no Banco da Escola, que foi desta vez até ao Fórum Poupança Investimento ensinar, com um teatro, estas e outras noções aos mais novos.
A “Aprender a apreender”, da júnior Achievement publicitou o evento.



(in, Jornal de Negócios, Ana Filipe Rego e Paulo Rascão)

“O meu filho Paulo tem de ser melhor líder do que eu”


(Excerto entrevista a Belmiro de Azevedo por Elisabete Felismino)

Que conselhos dá a quem queira fazer uma carreira como a sua?


Primeiro é preciso querer e poder, sendo o querer mais importante. O querer implica estar disponível para assumir uma atitude de risco. Quem é avesso ao risco não vale a pena pensar seguir este caminho. A outra característica é poder e isso tem a ver com competências como a educação, algumas técnicas de gestão, e também com opções de vida. É necessário ter opções que às vezes não agradam ao resto da família, às vezes não praticar o desporto que devia...

O que mais o preocupa neste momento da sua vida?

Sou um rapaz jovem, de 72 anos, e verificar que cada ano tenho mais um ano é uma preocupação. Mas as pessoas conscientes têm que começar a sair e eu já comecei a retirar-me fortemente. As tecnologias evoluíram muito, as responsabilidades são cada vez mais complexas, e é preciso ter consciência que os novos líderes têm que ser melhores que os actuais. Há muito tempo que digo que a minha principal função é criar líderes que têm a obrigação de ser melhores líderes e para isso é preciso ser um grande desportista. Partilhar conhecimento é das coisas melhores que posso fazer no fim da minha vida.

O Paulo vai ser melhor líder do que o Belmiro?

Tem de ser, não tem hipótese.

Vai no bom caminho?

Vai toda a gente diz, e tem algumas vantagens, ele é muito mais simpático.

Não é tão teimoso...

Houve aí um período que me chamaram o "Mete Medo" e a ele nunca lhe chamaram isso.

Continuam a existir oportunidades de negócio em Portugal?

A Sonae já esgotou boa parte delas, há outras em que nós por várias razões, não entrámos. Ainda temos um pequeno interesse nas energias renováveis, mas não entramos no grande negócio das renováveis- os grupos ligados às grandes companhias de electricidade tomaram posições muito fortes nesse domínio. Também havia outra característica é que são grandes investimentos e nós já tínhamos afecto fundos à execução dos nossos grandes projectos. Tínhamos e temos muito dinheiro ligado a grandes projectos. Agora mais recentemente é pior na medida em que esse tal fenómeno do crowding-out em que a própria banca nos obriga a emagrecer, obriga-nos a reduzir os passos. Mas estamos atentos a alguns desenvolvimentos.

(in, Económico)

quarta-feira, novembro 18, 2009

Portuguesa no Dubai distinguida como Mulher do Ano!


Maria Conceição, há seis anos a morar no Dubai, venceu hoje o prémio Mulher do Ano, sendo também distinguida na categoria humanitária, pela revista Emirates Woman (Mulher dos Emirados), com um
projecto de apoio a crianças e famílias pobres.

(in, Sapo.pt)

"A ciência é livre de valores"


Um biólogo britânico defendeu esta segunda-feira, no Porto, que os cientistas não deviam ocupar-se com questões éticas. «A ciência é livre de valores», disse Lewis Wolpert, professor numa universidade de
Londres.
De acordo com a Lusa, na intervenção que fez na XIII Conferência do Equinócio, a decorrer no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular do Porto (Ipatimup), Wolpert afirmou que os cientistas «deveriam preocupar-se em fornecer o produto científico pronto».
Para o biólogo, a ciência «não deveria ser confundida com tecnologia ou com as aplicações da ciência» e disse que o que deveria ser sujeito a considerações de valor é o que a sociedade faz com o conhecimento científico.
Coordenada pela professora Maria Manuel Jorge, do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a conferência teve como objectivo debater os constrangimentos éticos na investigação científica. Maria Manuel Jorge considerou que a ética está a chegar à ciência «através de uma legislação muito forte». «Um cientista não pode publicar numa boa revista se não tiver tido o parecer de uma comissão de ética.
Aqui é que surgem os riscos, porque a percepção que o investigador tem do seu trabalho é que ele é eticamente completo», defendeu a coordenadora da conferência.

Cidade inglesa oferece Wi-fi a todos os residentes


Swindon é uma cidade inglesa com cerca de 186 mil habitantes e todos eles vão passar a ter Internet gratuita, através de um rede Wi-fi a instalar até Abril de 2010. Os visitantes também poderão aceder à rede, pagando consoante a utilização solicitada.
Os responsáveis pela iniciativa, apresentada hoje, dizem que se trata da primeira cidade inglesa a oferecer um serviço com estas características.
O investimento de 1 milhão de libras, cerca de 1,13 milhões de euros, prevê a instalação de 1.400 pontos Wi-fi espalhados pela cidade, e será possível graças a uma parceria com dois investidores privados, Mustafa Arif, da, e Rikki Hunt.
O projecto fica a cargo da Digital City UK Lda, constituída para o efeito e detida em 35 por cento pelos órgãos do poder local. Apesar de os habitantes não pagarem pelo uso do sinal, os responsáveis esperam obter retorno económico com a oferta de serviços diferenciados, mediante pagamentos adicionais e com a expansão para outras localidades.
O acesso à rede é gratuito mas o uso tem limitações. Os residentes terão a possibilidade de fazer upgrades de serviço até aos 20 Mb, por mensalidades "significativamente mais baixas" do que as praticados pela maioria dos fornecedores de banda larga, afirmam os promotores da iniciativa, citados pela imprensa internacional.
Quem visita a cidade também poderá fazer uso da rede, pagando de acordo com a utilização que fizer.
Para além do acesso à Internet sem fios, o projecto prevê a disponibilização de outros serviços através da rede, como informação em tempo-real sobre os consumos de electricidade e monitorização da qualidade do ar.
A rede começa a ser instalada no início do próximo mês e deverá estar completa em Abril de 2010, cobrindo toda a cidade.

(in, Sapo.pt)

Quase 250 mil famílias portuguesas não têm acesso a contas bancárias


Em Portugal, quase 250 mil famílias não têm acesso a contas bancárias.
Algumas porque cometeram ilegalidades. Mas, a maior parte, porque não tem rendimentos suficientes para abrir uma conta.

(in, Sapo.pt)

Internet chega à quase totalidade dos jovens a partir dos 8 anos.


Um estudo divulgado hoje revela que no final de 2008, 99 por cento das crianças entre os 10 e os 15 anos tinham contacto com a Internet. No escalão etário inferior, entre os 8 e os 10 anos, o estudo conclui que 96 por cento dos alunos usam a tecnologia. Entre os adolescentes (13 a 17 anos) a taxa de utilização apurada é de 100 por cento.
Os autores do estudo justificam os valores com a "apetência deste segmento da população relativamente à utilização deste serviço, como também pelas acções recentemente empreendidas pelo governo português em matéria de acessibilidade à internet de escolas e alunos". Incluem neste leque o Plano Tecnológico da Educação e os programas e-Escola e e-Escolinha.
"O resultado maior a ter em conta […] é o acesso muito alargado das crianças portuguesas à internet, independentemente das características socioeconómicas das respectivas famílias", dizem os autores do trabalho .
Nesta ponderação da utilização da Internet em função da escolaridade dos pais e da sua categoria sócio-profissional não se revelam diferenças significativas, sempre com taxas de utilização da tecnologia acima dos 90 por cento. Em termos geográficos também há poucas assimetrias a registar.
A maior faz-se sentir no interior norte do país, onde estão concentradas quase todas as crianças não utilizadoras de Internet, identificadas pelo inquérito que serviu de base ao estudo e que inquiriu 3.000 jovens com idades entre os 8 e os 17 anos, nas respectivas escolas. Nesta região 93,5 por cento das crianças afirmavam ter contacto com a Internet e essa foi a taxa mais baixa apurada para todo o país.
O documento revela mais diferenças ao nível da experiência de utilização da Internet. A maior parte dos inquiridos, 34,6 por cento, garante que acede à Internet há mais de cinco anos, respostas predominantemente dadas por alunos mais velhos e também mais frequentes em alunos de grandes centros. O estudo também encontra diferenças entre a utilização da Internet nas escolas públicas e privadas, com vantagem para estas últimas.
No que se refere à posse de computador em casa o estudo também mostra que 90 por cento dos jovens dispõe desse tipo de equipamentos. Uma parte significativa garante aliás ter mais do que um PC em casa. No universo analisado é entre os jovens com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos que a posse de computador em casa se revela mais baixa, para 87,6 por cento dos inquiridos.
Em termos globais, setenta e nove por cento das crianças assegura ter acesso à Internet a partir de casa, uma taxa que os autores do estudo sublinham ser superior à média do país e que justificam com dados de outros estudos, que normalmente atribuem às famílias com crianças em idade escolar a maior propensão para este tipo de investimento, até porque são as mais visadas por programas de apoio.
A combinação de computador em casa e acesso à Internet é mais comum nas famílias de categorias socioeconómicas mais elevadas. Nas famílias mais pobres é mais comum a existência de PC em casa, sem net.
O estudo Crianças e Internet: Usos e Representações, a Família e a Escola foi executado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

(Fonte: Sapo.pt)

terça-feira, novembro 17, 2009

Melhores empresas para trabalhar em Portugal


Na sua iniciativa anual, a revista EXAME, em parceria com a Heidrick & Struggles (H&S), premiou as melhores empresas para trabalhar em Portugal. Passaram a existir dois rankings: as melhores grandes empresas para trabalhar e as melhores Pequenas e Médias Empresas (PME) para trabalhar. Entre as maiores, a Microsoft lidera. Nas PME, o primeiro lugar coube à Gelpeixe e ao Penha Longa Hotel.

No que se refere à metodologia, foi lançado o repto a todas as empresas do País para participarem no estudo “Melhores Empresas para Trabalhar” da EXAME e da H&S. Este ano, a adesão foi ainda maior do que em anos anteriores, o que “mostra a importância deste projecto no tecido empresarial português”, referem os organizadores da iniciativa.
Adicionalmente, o tipo de entidades a candi­datarem-se é extremamente variado, represen­tando diversos sectores de actividade, dimensões e regiões geográficas. Isto pode ser verificado na lista das finalistas, em que constam cada vez mais organizações de origens tão diversificadas como autarquias, sociedades de advogados ou empresas públicas. A gestão dessas empresas também foi avaliada, através de uma metodologia desenvolvida pela H&S.
Os critérios de apuramento final passaram por aspectos como: nível médio de satisfação dos colaboradores e evolução desse nível em relação a posível presenças em anos anteriores.

Grandes empresas vencedoras

Microsoft

1. A Microsoft (mantém o primeiro lugar conquistado já em 2006, 2007 e 2008). É a melhor empresa para trabalhar em Portugal, com uma nota de 85,31%. É já o quarto ano consecutivo em que conquista o troféu.
Os colaboradores destacam a política de compromisso de todos os colaboradores, incluindo CEO’s e o programa de reconhecimento de prémios em dinheiro.
Aliciantes para os trabalhadores
Escreve a Exame que todas as segundas-feiras existe um serviço de manicura oferecido no escritório aos trabalhadores que assim o quiserem.
Enquanto as mulheres preferem a manicura, os homens preferem a máquina de engraxar sapatos que está à entrada do bar.
Usufruem ainda de serviços “e-bairro”, como pedir para lavar o carro ou entregar um fato para limpar na lavandaria.
Têm aulas de ioga no ginásio da companhia uma vez por semana, de ginástica duas vezes por semana e massagens duas vezes por semana;
Há ainda partilhas de matraquilhos, jogos de futebol e sessões de fisioterapia para quem necessitar.
No grupo das dez melhores grandes empresas encontram-se ainda:

2. Re/Max (mantém segundo lugar)
3. Accenture (sobe do nono para o terceiro lugar)
4. Banco Espírito Santo (sobe do 19.º no ano passado para 4.º)
5. Grupo Lena (entrada directa)
6. Grupo Soares da Costa (entrada directa)
7. Mapfre Seguros Gerais (sobe do 25.º lugar)
8. DST (sobe do 33.º lugar alcançado no ano passado)
9. Grupo Evicar (entrada directa)
10. Auto Sueco (entrada directa)

As melhores Pequenas e Médias Empresas

Este é o primeiro ano em que é feita uma lista para as PME. De uma lista de 47, destaca-se a Câmara Municipal de Viseu, que ficou em 26.º lugar nesta lista.

Nas dez melhores posições ficaram:

1. Gelpeixe
2. Penha Longa Hotel Spa & Golf Resort
3. A.T. Kearney
4. Urbanos
5. Garrigues
6. José Luís Jordão
7. Linklaters
8. Brandia Central
9. Abreu & Associados
10. Ramos Catarino
 
(por Ana Narciso, in SIC)

O Mandamento segundo Belmiro de Azevedo


O ‘chairman' da Sonae descreveu hoje, no Fórum Inovação do Grupo, o que considera ser um bom investimento.

A regra, ou o "mandamento", como lhe chamou Belmiro de Azevedo, é fazer as coisas no ‘timing' e ao preço correctos.
"Nós aqui na Sonae temos uma regra que vai ser um mandamento: os investimentos têm de ser na hora certa, ao preço certo. As coisas têm de ser bem feitas", explicou o patrão da Sonae. Esta é, aliás, uma "regra antiga", frisou, que permite ganhar muito dinheiro "de qualidade".
A explicação continua. Diz Belmiro que "devem-se fazer bons cadernos de encargos, obter todas as licenças" e só depois avançar com a obra. Deve-se, por isso, "perder 70% a fazer o projecto e 30% a construir e não o contrário", ditou.

(in, Económico)

segunda-feira, novembro 16, 2009

PPP já valem 35 mil milhões de euros.


As Parcerias Público Privadas (PPP) e concessões realizadas até hoje em Portugal já valem mais de 35 mil milhões de euros, avançou ao Diário Económico, o presidente da Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas (ANEOP), Manuel Maria Agria.

Um valor atingindo desde a construção da ponte Vasco da Gama há onze anos - a primeira PPP lançada em Portugal - e que de acordo com este responsável, poderá duplicar nos próximos cinco anos. "A tendência é que este valor cresça e a ideia é que seja rapidamente, mas nunca sabemos de que forma estes investimentos vão evoluir. Sabemos que estão previstas obras de 40 mil milhões de euros até 2013 e por isso diria que nos próximos quatro a cinco anos o valor das concessões portuguesas pode atingir o dobro", explicou ao Diário Económico, Manuel Agria.
Nesse pacote de obras incluem-se, entre outros, as seis concessões rodoviárias ainda por lançar, as cinco PPP para as restantes linhas de alta velocidade e o novo aeroporto de Lisboa, que só por si está avaliado em mais de três mil milhões de euros.
Dos 35,3 mil milhões de euros de PPP criadas, 54,74% já estão em exploração, segundo os dados da ANEOP. Em construção estão cerca de 24% e em concurso cerca de 20%. A maioria delas diz respeito a investimentos no sector rodoviário, que representa 43% das PPP desenvolvidas no País, ou seja, cerca de 15 mil milhões de euros. A energia, ferrovia e ambiente são os outros sectores que mais projectos têm realizado em PPP, respectivamente 15, 13 e 12% do valor global, também segundo os dados da ANEOP. Restam os projectos hídricos, de segurança interna e de saúde que representam 10, 5 e 2% dos 35 mil milhões.
Apesar das PPP serem "ultimamente, o mecanismo financeiro considerado executável para dar sequência a estes projectos", a ANEOP em conjunto com o Departamento de Prospectiva e Planeamento (DPP), uma entidade do ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, tem estado a trabalhar para encontrar novos mecanismos de investimento para os projectos de infraestruturas que ainda têm de ser feitos no País. Aliás, as duas entidades reúnem hoje, na sala 2 da Culturgest, uma série de especialistas e empresas num workshop para debater "O financiamento dos grandes projectos de infra-estruturas de ambiente, mobilidade e de programas de reabilitação urbana pós 2013".
De acordo com a directora do DPP, Manuela Proença, "a partir de 2013 os fundos do QREN podem ser inferiores ao que foram até agora. E como há investimentos que precisam de ser realizados, sem esses fundos o risco assumido pelos privados vai ser maior e por isso é preciso encontrar novas formas de financiamento", disse ao Diário Económico. Uma delas - que será apresentada hoje no ‘workshop' - é o Land Capture Value, um processo permite que os investidores privados fiquem com uma parte daquilo que um terreno valoriza quando se constrói nele, mas que requer alterações fiscais para ser colocado em prática.
Outros mecanismos de financiamento que podem ser aplicadas além das PPP são as European Bonds ou recorrer a investidores institucionais, como os fundos de pensões.

(in, Económico)

Semana Global do Empreendorismo ´09



De 16 a 22 de Novembro decorrerá em Portugal a Semana Global do Empreendedorismo.
Durante esta iniciativa, a decorrer em Lisboa, é objectivo da organização sensibilizar os jovens para a importância do empreendedorismo, criatividade e inovação.
Para saber mais clique aqui.

44.000.000 euros por ano para acabar com a fome...são muitos zeros!


São precisos 44 mil milhões por ano para acabar com a fome.
Embora se tenha verificado uma importante redução no número de pessoas subnutridas desde o início da década 90, mais de mil milhões de pessoas continuam a sofrer do problema não sendo de excluir outra crise alimentar global, como a que fez disparar os preços dos alimentos em 2007-2008, alertou Jacques Diouf, à entrada da reunião sobre segurança alimentar da FAO, que se realizou hoje em Roma. Para solucionar o problema é necessária a ajuda dos governos mundiais em cerca de 44 mil milhões de dólares (29,4 mil milhões de euros) anuais, sendo que mais de metade deste valor diz respeito a fundos já assegurados.

(in, Sapo.pt)

CTT asseguram vida no Second Life


A estratégia de diversificação de contacto com os clientes dos conhece na próxima quarta-feira, dia 18 de Novembro, um novo capítulo, com a inauguração de uma "ilha" na plataforma virtual .
Além de disponibilizar serviços vários, a ilha dos Correios de Portugal vai ter um telemóvel virtual desenvolvido pela Phone-ix que permitirá aos utilizadores da plataforma o envio/recepção de SMS através do Second Life.
Através da "World In Touch", onde são utilizados os idiomas português e inglês, os avatares do Second Life acedem ao mundo virtual dos Correios. A entrada na ilha é feita através da zona "O Mundo Começa Aqui", a partir da qual se podem explorar seis zonas diferentes: "Mundo dos CTT", "Mundo da Filatelia", "Mundo da Ecologia", "Mundo da Cidadania", "Mundo da Imaginação" e "Mundo da Diversão".
Em qualquer local da ilha CTT - e também em qualquer outra ilha do Second Life - os visitantes têm acesso ao telefone Phone-ix ou às funcionalidades do Meu Selo e Meu Postal, refere a empresa no comunicado enviado à imprensa.
O Phone-Ix do Second Life proporciona, além do envio e recepção de SMS, outras funções como um radar pessoal, que detecta outros avatares nas proximidades, um conversor de moeda entre euros e Linden, a moeda virtual oficial da plataforma virtual.

(in, Sapo.pt)

Herdade portuguesa entre as seis melhores do mundo.


O «importante reconhecimento internacional» foi obtido em Londres, nos 'The Wine Inovation Awards', um concurso mundial que distingue os projectos mais inovadores em todo o mundo, tendo a Herdade de Cadouços, situada em Bemposta, Abrantes, sido o único produtor nacional a conquistar duas medalhas de bronze, com os vinhos tintos 'Memorium' e 'Yes We Can', e uma menção honrosa, com o vinho tinto 'Harmony', na categoria 'Product Awards'.
Composta por 600 hectares de área e situada a Norte do Ribatejo, a Herdade de Cadouços - Juvenal SA produz vinhos em modo biológico a partir de uma vinha com 52 hectares, tendo o projecto empresarial, que concorreu também na categoria de 'Business Awards' obtido ainda um lugar entre os seis «melhores e mais inovadores projectos» para a categoria 'Cellar Door Operation', prémio de mérito na inovação dos métodos globais de produção de vinho.

Serviços ‘low cost’ permitem poupança até 50%


Diz a sabedoria que a necessidade aguça o engenho. A actual crise financeira e económica colocou à prova o adágio popular. E o teste foi superado com distinção. O aumento do desemprego e das dificuldades das famílias portuguesas levou ao aparecimento de serviços e de produtos que se caracterizam por baixos preços. O ‘low cost' veio para ficar e está a estender-se a cada vez mais áreas. No início, a generalidade dos consumidores ligava o ‘low cost' apenas às transportadoras áreas, como a easyjet ou a Ryanair. Mas actualmente existem automóveis ‘low cost, seguros e, até mesmo, funerais a baixo custo. Em comum todos eles têm um único factor: preços mais reduzidos face aos praticados nos canais tradicionais.
Um dos últimos sectores onde essa tendência se sentiu foi no ramo automóvel. A Renault introduziu em Maio de 2008 a marca ‘low cost' Dacia, com vários modelos. O mais barato, o Sandero (comparável com o Renault Clio) está disponível com preços a partir dos 9. 690 euros e que podem chegar até aos 15.000 euros. "Para um modelo equivalente em motorização e em equipamento, um Dacia Sandero custará menos 3.500 a 4.000 euros", refere fonte do gabinete de comunicação da Renault. Mas a poupança poderá chegar até 50%. A Renault refere que no caso do modelo Dacia Logan ( uma carrinha com lotação até sete lugares)"não anda longe de custar metade do preço de outro automóvel de passageiros de sete lugares do mercado", refere a mesma fonte.
Como se conseguem obter preços tão baixos? Um dos factores que ajuda a pressionar os preços é a utilização de soluções técnicas já testadas em outras gamas da Renault, bem como da utilização de componentes de outros modelos.
Ainda "sobre rodas", os serviços ‘low cost' já chegaram também aos seguros do ramo automóvel. É o caso da Ok Teleseguros, da LogoSeguros ou da NSeguros. "São seguradoras que pertencem a grupos financeiros que têm bancos e mesmo seguradoras tradicionais", refere Mónica Dias, especialista da Deco para a área de seguros. Como se tratam de seguradoras que operam via telefone, "não têm custos fixos com os balcões, nem necessitam de um número de funcionários tão alargado. Ou seja, os custos fixos são bem menores, o que lhes permite praticar preços mais baixos", explica Mónica Dias.
A mesma especialista garante que os prémios destas seguradoras telefónicas permitem obter uma "poupança muito significativa", face a uma apólice tradicional. Embora seja difícil determinar com exactidão os valores de poupança que se podem obter entre um seguro subscrito numa seguradora ‘low cost' e uma companhia tradicional, o Diário Económico fez uma simulação, com base no simulador da Deco, e para o exemplo escolhido, a apólice mais barata pertencia a uma seguradora telefónica. Além disso o prémio a pagar nesta apólice ‘low cost' era 25% inferior à segunda melhor opção, proveniente de uma seguradora tradicional.
Mas há casos em que a poupança pode mesmo ultrapassar os 50%. É o caso dos funerais de baixo custo. Com a introdução da marca Funerária Popular (da Servilusa) é possível fazer um funeral com um custo entre 500 e 700 euros. Quando, em média, um funeral tradicional custa 2500 euros.
Mas, provavelmente, a área onde o conceito ‘low cost' está mais implementado será a do turismo- não só via companhias aéreas, mas também pelas unidades hoteleiras. O primeiro hotel a surgir em Portugal com estas características foi o Hotel Star Inn Porto, em Outubro de 2008. Nesta unidade os preços variam entre os 29 euros e os 69 euros. Um valor que, segundo Catarina Vaz, directora do hotel, permite uma poupança face a uma unidade hoteleira tradicional que poderá oscilar entre os 20 e os 50 euros. "Toda a concepção e construção do hotel foi pensada para permitir vender quartos a baixo custo, sem abdicar do conforto e do design", a directora. Por exemplo: os quartos não têm banheira, nem existe ‘room service'. Por outro lado, o cliente tem disponível 24 horas por dia um serviço de cafetaria, ‘self-service'. Pequenos detalhes que permitem às empresas praticar preços mais baixos.

A Igreja e os ET´s.


Igreja Católica aceita e quer estudar a hipótese de haver extraterrestres.
As perguntas acerca da vida extraterrestre são "muito interessantes e merecem ser tomadas em consideração".
Esta é a posição do Vaticano em relação ao tema, apresentada esta semana na primeira conferência sobre astrobiologia.

(in, Sapo.pt)

No trilho da poluição industrial


Lançado pela Agência Europeia para o Ambiente, o (E-PRTR) dá a conhecer os níveis de emissões poluentes gerados por indústrias instaladas em qualquer região dos 27 Estados-membros.
Por enquanto, os dados dizem apenas respeito a 2007, abrangendo mais de 24 mil infra-estruturas de 65 sectores de produção, incluindo os níveis de emissões poluentes no ar, solo e água.
No total são analisadas 91 substâncias.
Para pesquisar terá de aceder à secção “Search E-PRTR data” e escolher uma das categorias disponíveis. Depois de tratados alguns itens, o mapa, gráficos em queijo e quadros de resumo mostram a informação disponível.

Ciberdúvidas.


O Ciberdúvidas, um sítio na Internet que responde a questões sobra a língua portuguesa, esta agora referenciado na «Linguist List» da Universidade de Michigan (EUA), a maior rede social de linguistas do mundo.
A proposta de integração no sítio da Universidade norte- americana foi apresentada pelo próprio Ciberdúvidas e foi aceite em cinco dias.
Em declarações à agência Lusa, esta quinta-feira, Ana Martins, responsável do Ciberdúvidas, disse que «a "Linguist List" é o único sítio na Internet que agrega toda a informação linguística no mundo, credenciada por especialista de referência».
A «Linguist List» conta com a colaboração de investigadores e professores doutorados, reunindo 25 000 subscritores na área da linguística, alguns lusófonos, segundo Ana Martins. «Haverá já artigos e teses publicadas em português na "Linguist List", mas o Ciberdúvidas é o primeiro que "oficializa" a presença da Língua Portuguesa», salientou.
O sítio da Universidade do Michigan disponibiliza vários serviços que passam pela divulgação de conferências, revistas, livros, resumos de teses, bases de dados com informação vária sobre línguas e famílias de línguas, consultórios linguísticos e ensino de línguas, acrescentou Ana Martins.

(in, Sapo.pt)

Cabem todos os livros na Internet?


Não é capaz de abrir mão dos velhos livros em papel?
Então, este artigo não é para si.
Mas, dentro da União Europeia, já se trilham novos caminhos: 4,6 milhões de livros, filmes e músicas estão disponíveis na Internet, numa biblioteca multimédia onde participam os 27 estados-membros.
Chama-se 'Europeana'.

Contornar a crise.


Grupos ópticos portugueses contornam a crise e expandem negócios.
As promoções e a comercialização de novas marcas de óculos foram alguns dos antídotos contra a crise usados pelos principais grupos ópticos portugueses que, apesar de uma situação económica adversa, aumentaram as vendas e abriram novas lojas.

Apicultura e desenvolvimento rural.


(Excerto de notícia, Diário Digital/Lusa)

Apicultura é um sector importante para desenvolvimento rural.
"O sector é, obviamente, importante naquilo que consideramos ser o desenvolvimento do mundo rural", afirmou Rui Barreiro no final da visita à 8.ª Feira Nacional do Mel, que termina domingo em Ourém.
O governante adiantou que no âmbito da apicultura "estão a ser tomadas medidas de dinamização do PRODER [Programa de Desenvolvimento Rural]", atendendo a que os investimentos neste âmbito "acabam por ser muito importantes para os pequenos e médios apicultores".

quinta-feira, novembro 05, 2009

As possíveis indústrias do século XXI.

Excerto da Entrevista a Elsa Ligeiro (Reconquista 29.10.2009 - Nelson Mingacho)

Reconquista - Na Alemanha, por exemplo, a Cultura é uma das grandes indústrias criadoras de riqueza. Portugal ainda está a anos luz... O que se passa com a Cultura no nosso país?

Elsa Ligeiro - Penso que as grande indústrias do Século XXI serão as da Cultura. Ainda não se nota muito. A Cultura tem a génese da diferenciação. Hoje, num mundo global, só nos afirmamos através da diferenciação. Só através da Cultura é que marcamos alguma presença. A capacidade criativa não depende de grandes meios. Um país como Portugal, sem grande meios, se tiver boas ideias no campo da Cultura, poderá ter uma riqueza tão grande como a Alemanha, Inglaterra ou França. Se há uma área que não depende de uma matéria-prima que é preciso adquirir é a Cultura. Se formos herdeiros do pensamento de Pessoa, por exemplo, saberemos encontrar caminhos para afirmar a nossa identidade e Cultura, transformando tudo isso em produtos culturais atractivos para a Europa e o resto do mundo.

Reconquista - De que modo a herança cultural e histórica da nossa região pode contribuir para encontrar alternativas sustentáveis de desenvolvimento?

Elsa Ligeiro - Na Cultura e em qualquer área, temos de ser cada vez mais competentes, mais exigentes. O que nos pode diferenciar é profundamente cultural e antropológico. Valorizar o nosso espaço territorial, a geografia e os produtos que temos, trabalha-los de forma profissional, mas trazendo de fora outras sinergias para um território que a médio e longo prazo ficaria desertificado. Daí o nosso projecto das bibliotecas em aldeias com menos de mil habitantes. Visa provar que através de uma intervenção cultural podemos ajudar ao desenvolvimento local. E através do impacto cultural criar pequenas industrias, de produtos ou ideias.