sábado, dezembro 26, 2009

Reforma do Sistema de Saúde aprovada nos EUA


O Senado norte-americano aprovou a proposta de legislação para reformar o sistema de saúde dos EUA, por 60-39 votos.

Todos os Democratas e dois independentes apoiaram uma proposta de 871 mil milhões de dólares, que alargará a cobertura dos cuidados de saúde a dezenas de milhões de norte-americanos sem seguro de saúde, avançou a Bloomberg.
Os Republicanos opuseram-se, dizendo que isso fará subir os impostos, aumentar o défice federal e penalizar empresas privadas, como a Aetna.
“Progresso e oportunidade são o que esta lei representa”, afirmou o líder da maioria no Senado, Harry Reid, Democrata pelo Estado do Nevada, um pouco antes da votação. “Eis-nos a minutos de fazer aquilo que muitos tentaram, mas ninguém conseguiu até hoje”, acrescentou, citado pela Bloomberg.
Quanto ao líder dos Republicanos, Mitch McConnel, comprometeu-se a continuar a combater uma medida que diz não resolver o problema dos exorbitantes custos dos cuidados de saúde. “Esta luta não acabou. Os meus colegas e eu continuaremos a trabalhar para impedir que esta proposta se torne lei”, afirmou.
O Senado e a Câmara dos Representantes – as duas casas do Congresso – deverão agora colaborar para conseguirem um compromisso que fique algures entre duas versões, um processo que os Democratas querem terminar antes do discurso do presidente Obama sobre o Estado da Nação, a ser proferido em finais de Janeiro ou inícios de Fevereiro.
As negociações vão focalizar-se nas diferentes propostas tributárias para cada medida, nas provisões sobre o aborto e num novo programa de seguros gerido pelo governo – que está incluído na proposta da Câmara dos Representantes e não na do Senado, refere a mesma fonte.
Ambas as propostas constituem a mais vasta expansão da cobertura dos cuidados de saúde desde que o Congresso criou o programa Medicare para a terceira idade, em 1965, e reestruturará um sistema que representa cerca de 18% da maior economia mundial.

(in, Jornal de Negócios por Carla Pedro)

Atractivos para ingressar no tráfico.


A sensação de poder armado e a facilidade de conquistar mulheres são os grandes atractivos que levam crianças, adolescentes e jovens a ingressar no tráfico de drogas, segundo uma das conclusões do estudo promovido pela UNICEF, no Rio de Janeiro.

Quando vai ser operado? Veja na net.


As pessoas inscritas para cirurgias podem a partir de quarta-feira consultar na Internet a sua posição na lista de espera e saber quanto falta para serem operadas, divulgou esta terça-feira o Ministério da Saúde.
O Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (e- SIGIC), que será apresentado na quarta-feira no Ministério da Saúde, possibilita «conhecer a posição que ocupa na lista, bem como o tempo dentro do qual será realizada a intervenção cirúrgica».
 Para consultar o e-SIGIC, é preciso registar-se no Portal da Saúde com o número de utente, que dá direito a uma palavra-passe que permite consultar o processo. Nesta lista, estão inscritos com indicação para intervenção cirúrgica cerca de 170 mil doentes, adiantou recentemente a ministra da Saúde.
A ministra, Ana Jorge, disse no princípio do mês que é preciso «continuar a trabalhar na redução do tempo de espera cirúrgico para as neoplasias malignas».
A mediana do tempo de espera no primeiro semestre de 2009 era de 27 dias e em 2008 era de 36 dias.

(in, Sapo)

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Padre anglicano encoraja pobres a furtarem.


O padre anglicano disse à BBC que tinha recomendado aos fieis que furtassem apenas nos grandes estabelecimentos e «não nos pequenos negócios ou lojas familiares».
Tim Jones considera que a atitude da sociedade com os pobres deixa alguns sem outra opção que não seja o crime.
«Como padre cristão o meu conselho é que furtem. Não faço essa recomendação por achar que furtar é uma boa acção ou que não faça mal, claro que faz», explicou.
Um porta-voz da polícia qualificou a homilia de «altamente irresponsável». O oficial afirmou que roubar não é solução, apesar de as pessoas passarem dificuldades, porque «aumenta a espiral da delinquência tanto no indivíduo como na sociedade».
O Arquidiácono de York, Richard Seed, repudiou o encorajamento e disse que «a Igreja Anglicana recomenda que ninguém furte».

(in, SOL)

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Maiores autarquias exigem IMI máximo em 2010.


Os maiores municípios do País vão continuar a exigir que os seus moradores paguem IMI (imposto municipal sobre o património) pelos valores máximos permitidos por lei no próximo ano.

Entre as 23 autarquias com mais de 100 mil habitantes, onde reside praticamente metade da população portuguesa, 20 continuarão a cobrar uma taxa de 0,7% sobre o valor patrimonial tributário dos prédios mais "antigos" (que não foram reavaliados ou transaccionados desde 2004).
As excepções cabem à Amadora, Leiria e Vila Franca de Xira, que fixaram uma taxa ligeiramente inferior: de 0,68%. Para um prédio avaliado pelas Finanças em 30 mil euros, por exemplo, isto significa uma poupança de seis euros em relação aos 210 que teriam de pagar caso a autarquia cobrasse o máximo.
Já no caso dos imóveis que foram avaliados à luz das regras que vigoram desde 2004, as câmaras vão ser um pouco mais generosas. Ao todo, entre as 23 maiores, cinco fizeram um pequeno desconto aos seus proprietários: Lisboa, Amadora, Oeiras, Vila Franca de Xira, Barcelos e Leiria fixaram taxas entre os 0,35% e os 0,38%, quando legalmente podiam ir até aos 0,4% sobre o valor patrimonial tributário dos imóveis.

(in, Jornal de Negócios)

Funcionários dos Estaleiros de Viana enfrentam processo por jogarem póquer online.


Doze trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) enfrentam um processo disciplinar depois, de alegadamente, terem instalado nos seus computadores uma aplicação informática para jogarem “online”. A empresa diz que a sua rede ficou vulnerável a ataques durante 70 horas, ficando vulnerável a ataques

Segundo dados recolhidos pelo “Diário de Notícias”, a empresa admite que dois dos trabalhadores em causa poderão ser despedidos por justa causa, por alegada violação dos deveres para com a entidade patronal, uma vez que são casos de reincidência.
Em causa, escreve o DN na edição de hoje, esteve a instalação de uma pequena aplicação que permitiu aos funcionários aceder a jogos de póquer online, conteúdo bloqueado pelas regras de segurança da rede informática da empresa. Os ENVC reclamam que a sua rede terá assim ficado vulnerável a ataques externos durante um período de cerca de 70 horas
“Apesar da gravidade da situação, e do risco a que a rede dos ENVC esteve sujeita, dentro da empresa há quem defenda que a situação espelha o momento vivido pelo maior construtor naval português, a braços com a falta de novas encomendas. Isto sucedeu com trabalhadores que se ocupam do projecto e desenho do casco de navios, ou seja, os primeiros a sentir o imacto da crise e não têm novas construções para projectar”, acrescenta o DN.
Os ENVC integram a Empordef, empresa pública da indústria nacional da defesa.

(in, Jornal de Negócios)

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Investimento dos portugueses em acções dos mais baixos na Europa.


Os portugueses continuam entre os investidores que colocam menos capital em fundos de acções, quando comparados com a média da Europa, desperdiçando assim a escalada das acções nos últimos meses.

De acordo com o relatório hoje divulgado pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP), referente ao terceiro trimestre do ano, terminado em Setembro, apenas 13,3% do total investido em fundos de investimento está alocado em fundos de acções. Este valor compara com uma média de 28,7% na Europa, mais do dobro do valor registado em Portugal.
Ao contrário dos investidores europeus, os aforradores nacionais têm aproveitado menos a forte recuperação dos mercados accionistas nos últimos meses, que sobem mais de 50% desde os mínimos de Março.
Ainda assim, a exposição aos fundos de acções em Portugal tem vindo a aumentar nos últimos meses. No final do mês passado, esta categoria pesava 8,9% do total sob gestão, acima dos 7,7% no final de 2008.
De acordo com o mesmo relatório, os fundos de tesouraria são os fundos que recolhem a preferência dos portugueses, ao captarem 34,6% do valor sob gestão total. Na Europa, esta categoria recolhe 20% do investimento em fundos.

(in Jornal de Negócios por Patrícia Abreu)

Última década: Norte foi região que mais empobreceu, Madeira a que ficou mais rica.


A região Norte foi a que mais empobreceu nos últimos treze anos, cedendo terreno ao Alentejo e depois aos Açores, sendo hoje o território do país onde o rendimento per capita é o mais baixo. Já a Madeira é a região que melhor sai na “fotografia” quando se avalia a evolução do PIB per capita desde 1995. É agora a segunda mais rica, não muito longe da região de Lisboa.

Segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), entre 1995 e 2008, o rendimento dos madeirenses ultrapassou a “linha de água” e está agora 28% acima da média nacional, quando no início do período estava 11% abaixo.
No mesmo período, Lisboa, que permaneceu sempre como a região mais “rica” do país, praticamente marcou passo: o PIB per capita ainda subiu alguns pontos entre 1998 e 2005, mas em 2008 (último ano para os quais há dados disponíveis e ainda provisórios), regressou ao mesmo patamar de 1995, com um rendimento 38% acima da média do País.
Pela negativa, o destaque vai todo para a região Norte, que foi empobrecendo progressivamente ao longo do período, apenas com uma ligeira recuperação em 2007 e 2008. Contas feitas, se em 1995 a região apresentava um PIB per capita 15% inferior à média nacional, em 2008 a distância aumentou para 20%.
O Algarve também caiu no “ranking” de riqueza das regiões portuguesas, mas a descida é residual (5% acima da média em 1995, que compara com 4% em 2008). É agora a terceira região mais “próspera”, depois de Lisboa e da Madeira, a quem cedeu, na última década, o “seu” segundo lugar.
O Alentejo (mais um ponto percentual entre 1995 e 2008) e sobretudo os Açores (com um ganho de dez pontos) viram também as suas posições relativas melhoradas, com PIB per capita 6% e 11%, respectivamente, abaixo da média do País.
Já o Centro permaneceu ao longo de todos estes anos com um rendimento per capita relativo quase inalterado, cerca de 15% aquém da média nacional.
Em relação ao ano de 2008, o INE destaca, porém, que em termos nominais, o PIB regional cresceu acima da média nacional no Norte (2,7%) e na Madeira (2,6%), teve uma evolução igual à média nacional em Lisboa (2,1%) e apresentou uma evolução inferior ao crescimento nacional no Centro (2%), no Algarve (1,3%), nos Açores (1,6%) e no Alentejo, tendo nesta última região registado, mesmo, um ligeiro decréscimo (-0,2%).
As mexidas são porém bem diferentes, e muitas vezes de sinal contrário, quando de mede a evolução do PIB em termos reais e se incorpora o efeito da variação dos preços. Nesta perspectiva, o PIB regional dos Açores, beneficiando de preços mais baixos, registou um aumento superior à média nacional (2,3%), o mesmo tendo sucedido no Centro(0,5%) e na Madeira (0,6%). Já as restantes regiões, registaram um decréscimo, mais acentuado no Algarve (-0,5%) e menos significativo no Norte e em Lisboa (-0,1%).
 
(in, Jornal de Negócios por Eva Gaspar)

A misteriosa fortuna de Tony Blair.


O antigo Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair, pode vir a tornar-se um dos mais ricos governantes de sempre no Reino Unido. Desde que abandonou o poder, em 2007, Blair já recebeu milhões de libras, canalizados para uma estrutura semi-secreta - pensada para fugir ao fisco, admite o jornal The Guardian.
Quando abandonou o n.º 10 de Downing Street, Tony Blair começou a juntar uma fortuna, proveniente de fontes nem sempre claras.
O antigo Primeiro-Ministro britânico não só lidera uma empresa de consultadoria comercial, como também aconselha juridicamente um banco norte-americano e uma seguradora suíça.
Paralelamente, o negócio livreiro em que está envolvido rendeu-lhe também milhões de libras, tal como as duas instituições de caridade que lidera – Tony Blair Africa Governance Initiative e a Tony Blair Faith Foundation.
Todo esse dinheiro foi canalizado para uma mega-estrutura chamada Windrush Ventures No 3 Limited Partnership: uma complexa teia de negócios que envolve 12 entidades jurídicas diferentes.
Para o jornal The Guardian, a estrutura montada por Tony Blair não contém nada de ilegal em si mesma – ainda que o seu funcionamento e, sobretudo, o seu financiamento sejam pouco claros.
Contudo, o diário britânico acredita que, por detrás do complexo jurídico, se esconde apenas um esquema de fuga ao fisco conhecido no Reino Unido como ‘parceria familiar limitada’.
Por outras palavras: classificando como ‘parceiros limitados’ os seus quatro filhos, Tony Blair estará a garantir que, no futuro, os seus herdeiros possam receber a fortuna ganha pelo pai, em vida, completamente isenta de impostos.



‘Investigue você mesmo’

Dada a complexidade da estrutura montada por Blair para injectar a sua fortuna, a edição online do ‘The Guardian’ lançou uma questão aos seus leitores: o que é afinal a Windrush?
Disponibilizando no seu site a documentação contabilística da Winrush Ventures, o jornal britânico lançou um concurso para que, através dos seus leitores, possa resolver o ‘mistério da fortuna de Tony Blair’.
Pode não se tratar de um mistério de Agatha Cristie ou de Arthur Conan Doyle com um desfecho heróico, mas, ao leitor que descobrir algo novo sobre a fortuna de Blair, o The Guardian prometeu um cartoon assinado de Steve Bell.
O prazo para resolver a ‘charada’ de Blair termina hoje.

(in, Jornal de Negócios por Hugo Leitão Silva)

Rui Nabeiro: "As minhas poupanças estão todas na empresa. Não consigo fazer de outra forma"


“É uma má politica, mas não consigo fazer de outra forma”.
É assim que Rui Nabeiro classifica a medida de colocar todas as suas poupanças na empresa que lidera, a Delta.



(in, Jornal de Negócios)

terça-feira, dezembro 15, 2009

Nóbel da Economia: "Se se castiga os ricos pelo seu êxito, o País terá menos êxito"


Lucas critica o desempenho da economia espanhola e estende a decepção à Europa e aos Estados Unidos da América.

Sobre Espanha, aquele que considerado um dos economistas vivos mais influentes do mundo demonstra cepticismo face aos aumentos de impostos previstos para os rendimentos médios e elevados, proposta pelo Executivo de Zapatero.
"Se se castiga os ricos pelo seu êxito, o País terá menos êxito”, adverte Robert Lucas ao "Expansión". A multiplicação das políticas de gastos orçamentais contra a crise é criticada por este economista, que acrescente que os seus efeitos chegam tarde de mais: "O efeito das políticas orçamentais de Zapatero e de Obama vão chegar quando já não fizerem falta", sendo que os planos fiscais "vão criar obstáculos ao regresso do crescimento" económico.
Considerando o nível de desemprego espanhol "chocante", Lucas defende uma reforma laboral. E diz: "O endividamento de Espanha é insustentável", avisando que haverá um efeito de "crowding out" (expulsão): "Se o Estado emite mais [dívida], o sector privado emite menos".
Tanto Zapatero como Obama, acusa, "falam demasiado sobre a subida de impostos sobre os ricos, como se pudessem financiar a crise apenas com isso. Desincentivam a procura de riqueza". E sentencia: "A União Europeia está a sair da crise; a Espanha não".

(in, Jornal de Negócios)

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Futurologia?!


Não gostaria de me achar com dons para a futurologia e adivinhices, se bem que por vezes, seria bastante útil.
Hoje deixo apenas um link que só espero não ter motivos para me lembrar dele novamente daqui a uns dias!
Basta clicarem AQUI e vão dar a um documento disponível no Portal da Assembleia da República...então a coisa é séria e para ser levada com respeito.
Será?

Banqueiros de Wall Street são uns "gatos gordos"


Obama está em guerra aberta com os financeiros de Wall Street que "não percebem porque é que as pessoas estão chateadas com o sector".
No programa "60 minutos" transmitido ontem pela CBC, Obama qualificou os banqueiros de "gatos gordos que não entendem o que se está a passar".
"Não concorri à presidência dos Estados Unidos para ajudar um conjunto de gatos gordos instalado em Wall Street", afirmou Obama.
As críticas do presidente continuaram: "Os banqueiros ainda não perceberam porque é que as pessoas estão chateadas com o sector. Bem, é fácil de perceber. Os bancos estão a dar prémios de 10 e 20 milhões de dólares depois da América ter enfrentado a pior crise económica em décadas cuja causa esteve no próprio sector".
As relações entre a Casa Branca e o sector financeiro têm sido difíceis desde o início da crise e parecem ter azedado nos últimos meses, com os bancos a fazerem ‘lobby' para tentar impedir a aplicação de legislação que endureça a regulação e as remunerações.
Ainda assim, Obama tem hoje agendada uma reunião com os principais banqueiros do país, como Lloyd Blankfein do Goldman Sachs ou Ken Lewis do Bank of America. Obama deverá usar a reunião para exigir aos bancos que passem a facilitar crédito aos norte-americanos, de forma a ajudá-los no desemprego.



(in, Económico)

Lusófona ganha grande prémio de criatividade da Zon.


A Universidade Lusófona recebeu o grande prémio de criatividade da Zon, no valor de 100 mil euros, foi hoje anunciado.

Com a curta metragem "Romeu e Julieta - O musical", a universidade ganhou não apenas a categoria de curtas metragens, como o grande prémio, que é o maior atribuído em Portugal na área multimédia. O musical foi produzido pelos alunos da universidade Lusófona.
A menção honrosa da categoria, "O meu galo gabiru", foi submetida ao Iapmei por ter sido considerada negócio potencial.
Na categoria aplicações houve dois prémios. O primeiro prémio foi atribuído ex-aequo aos trabalhos "Jarbas" da FYI e Enigma Virtual e a aplicação portal de televisão da Universidade do Porto.
Este ano não foi atribuído prémio na categoria conteúdos multimédia. No ano passado o vencedor do grande prémio foi também de curta metragem, tendo o filme sido visto por 200 mil pessoas nos cinemas Zon Lusomundo.

(in, Jornal de Negócios por Alexandra Machado)

"A recessão só será superada quando o emprego aumentar"


A asessora do presidente Obama para questões económicas, Christina Romer, disse este domingo que a economia americana não saiu da recessão e não sairá, enquanto os indicadores de desemprego não melhorarem.

(in, sapo.pt)

Berlusconi agredido sai da rua a sangrar.


O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, foi agredido hoje em Milão, numa praça pública, de de onde saiu para o hospital com a cara em sangue.
Segundo noticia a Reuters, citando várias testemunhas e agentes policiais, a agressão terá sido cometida por um homem de 42 anos. O jornal "Corriere Dela Sera" identifica o homem como Massimo Tartaglia.
Os primeiros relatos indicavamo que o primeiro-ministro teria sido esmurrado mas segundo a imprensa italiana, terá antes sido arremessado um objecto à cara de Berlusconi a curta distância: uma reprodução, em miniatura, da Catedral de Milão (a "Duomo"), que tem uma base em ferro.
Berlusconi acabara de discursar num comício numa praça em Milão e preparava-se para entrar na sua viatura oficial quando se virou para os populares acenando. Terá sido nessa altura que Massimo Tartaglia lhe atirou à cara o objecto, que deixou Berlusconi a sangrar dos lábios, como demonstram várias fotografias tiradas por locais com os seus telemóveis, que já circulam na Internet.
A estação RAINews colheu as imagens após o incidente, que já estão disponíveis (ver em baixo). Depois da agressão, Berlusconi entrou e voltou a sair do carro, para acenar.
Berlusconi foi imediatamente encaminhado para o hospital de San Raffaele di Milano, onde já foi alvo de vários exames.
Várias personalidades políticas já vieram a terreiro repudiar a agressão, que qualificam como um acto de terrorismo. Segundo repórteres locais, o homem presumível agressor foi detido.
O ministro da Defesa italiano, Ignazio La Russa, confirmou entretanto que o presumível autor da agressão foi imediatamente detido e identificado pela polícia, segundo o qual este detenção "impediu o linchamento desta pessoa" pelos numerosos populares que estavam na Piazza del Duomo, em Milão.

Reformas em 2010 levam corte de 1,65%.


Quem passar à reforma em 2010 arrisca um corte no valor da pensão que pode chegar aos 1,65%, confirmou hoje o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. A alternativa é trabalhar mais dois a quatro meses, consoante o número de anos de descontos do trabalhador ou reforçar as poupanças.

A causa para este corte é o “factor de sustentabilidade”, um indicador que faz depender o valor das novas pensões de reforma da evolução da esperança média de vida e que se aplica tanto a quem fez descontos para o regime geral da Segurança Social (trabalhadores do sector privado) quer para os funcionários públicos.
2010 será o terceiro ano em que os reformados vão sentir um corte na pensão por via deste “factor de sustentabilidade”. Quem saiu do mercado de trabalho em 2008 sofreu uma redução de 0,56% ou teve de trabalhar mais um mês além da conta “normal”.
Em 2009, com o crescimento da esperança média de vida, os trabalhadores que se reformaram levam uma penalização de 1,32%. Em 2010, o corte será de 1,65%, confirmou sexta-feira o Ministério do Trabalho, em comunicado. A percentagem da redução crescerá todos os anos, à medida que os ganhos em termos de tempo de vida forem progredindo, e o seu valor exacto só será conhecido no final de cada ano.
O pensionista têm alternativas para remediar o corte no valor da pensão. Desde logo, trabalhar mais tempo. Segundo contas do Ministério do Trabalho, quem para o ano se reformar com 65 anos de idade e 40 de descontos, verá a sua pensão bonificada em 2% se trabalhar mais dois meses (sobrando-lhe ainda 0,35% de bonificação).
Uma outra alternativa passa por reforçar os descontos para a reforma, através do fundo público (os certificados de reforma) ou de produtos privados.

(in, Jornal de Negócios por Elisabete Miranda)

Fisco com acesso a contas bancárias de familiares suspeitos.


A Assembleia da República aprovou sexta-feira um projecto de Lei do PCP que permite à administração fiscal aceder, sem obstáculos, aos movimentos bancários dos familiares dos contribuintes suspeitos de “fuga ao Fisco”.

O recurso judicial, que na Lei actual bloqueia o processo, perde o seu efeito suspensivo e passa a permitir-se que os Directores-gerais analisem a informação bancária de familiares com o contribuinte, enquanto os tribunais avaliam a decisão das finanças.
A proposta viabilizada na generalidade com os votos favoráveis do BE e as abstenções do PS e PSD obriga ainda as instituições financeiras a comunicar à Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) anualmente os juros das poupanças que cada um dos seus clientes residentes em Portugal recebe.

(in Jornal de Negócios por Elisabete Miranda e António Larguesa)

O que é nacional...


A maioria dos portugueses afirma que a certificação influencia a escolha de um produto ou serviço. Contudo, quando adquire um produto ou serviço, grande parte dos consumidores não tem a preocupação de saber se este é ou não certificado.

As conclusões são de um estudo da Marktest, encomendado pela APCER (Associação Portuguesa de Certificação) e realizado via Internet junto de mil indivíduos dos 16 aos 64 anos, residentes em Portugal Continental.
"A certificação ainda não passou à fase de ser um critério decisivo no acto de compra. É um processo longo, que exige algum aprendizagem", comenta, ao Negócios, José Leitão, presidente executivo da APCER. "Mas não deixa de ser surpreendente que a maioria dos portugueses já tenha uma noção sobre a temática", salienta o CEO da associação.

(in, Jonal de Negócios por Lúcia Crespo)

Morreu Paul Anthony Samuelson.


Paul Anthony Samuelson, Prémio Nobel da Economia em 1970 e um dos economistas mais conhecidos em todo o mundo, sobretudo entre os estudantes, morreu hoje aos 94 anos, anunciou o Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde era professor desde há mais de 60 anos.

Samuelson, cujo trabalho é reconhecido como um dos mais importantes para a formação da economia moderna, utilizou a análise matemática para estabelecer o equilíbrio entre os preços, a oferta e a procura de bens e serviços.
Samuelson, um defensor do comércio livre, foi o primeiro norte-americano a receber o Nobel da Economia, em 1970 (segundo ano do prémio), tendo sido o economista mais reputado e influente nos Estados Unidos desde 1930 até aos anos 60.
A atribuição do Nobel foi justificada “pelo trabalho científico através do qual desenvolveu teoria nos campos da economia estática e dinâmica, contribuindo activamente para aumentar o nível da análise da ciência económica”.
A Real Academia das Ciências Suecas reconheceu na altura que Samuelson “fez mais que qualquer outro economista contemporâneo para elevar o nível da análise científica na teoria económica”.
Foi também o autor dos livros de economia mais vendidos em todo o mundo, como é o caso do “best seller” Economics, com mais de 4 milhões de cópias vendidas, “leitura obrigatória” nas licenciaturas de economia.
Samuelson, ou PAS, como o próprio se chamava, ingressou no MIT em 1940 e três dos seus alunos foram também galardoados com o Nobel da Economia: Lawrence Klein, George Akerloff e Joseph Stiglitz.
 “Tinha uma mente viva e excitante”, comentou Stiglitz, acrescentando que “algum do trabalho que fez há mais de 50 anos é hoje mais importante do que na altura”.

(in, Jornal de Negócios por Nuno Carregueiro)

sábado, dezembro 12, 2009

Estaremos a escolher cursos sem utilidade para a economia?


Mais de 500 mil portugueses estão desempregados.
Será isto fruto da conjuntura ou estamos a formar pessoas nas áreas que as empresas não precisam?
Veja as respostas no programa "A Cor do Dinheiro".



(in, Jornal de Negócios)

sexta-feira, dezembro 11, 2009

"Não tenho hoje comigo uma solução definitiva para os problemas da guerra"


Na entrega do prémio Nobel da Paz, Barack Obama falou de guerra.
Reconheceu que, muitas vezes, a guerra é necessária para alcançar a paz.
E que o "desejo de paz raramente é suficiente para alcançar a paz".
"A paz exige sacrifício e responsabilidade".

Para pensar...#2


Mau grado o voto de pobreza a que a Ordem Franciscana obriga, Frei Vítor Melícias, recebe uma modesta reforma de € 7450!
Será que a entrega direitinha à Ordem Franciscana e a distribui pelos mais necessitados?
Padre Melícias com pensão de 7450 euros.
O padre Vítor Melícias, ex-alto comissário para Timor-Leste e ex-presidente do Montepio Geral, declarou ao Tribunal Constitucional, como membro do Conselho Económico e Social (CES), um rendimento anual de pensões de 104 301 euros.
Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros. O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias, da "remuneração acima da média" auferida em vários cargos.
Vítor Melícias entregou a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional em 2 de Fevereiro de 2009, mais de um ano após a instituição presidida por Rui Moura Ramos ter clarificado a interpretação da lei que controla a riqueza dos titulares de cargos políticos.
A 15 de Janeiro de 2008, o Tribunal Constitucional deixou claro que, ao abrigo da lei 25/95, 'de entre os membros que compõem o CES, se encontram vinculados ao referido dever [de entrega da declaração de rendimentos] aqueles que integrem o Conselho Coordenador e a Comissão Permanente de Concertação Social, bem como o secretário-geral'.
Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. 'Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico', diz o sacerdote.
Melícias frisa que exerceu funções com 'remuneração acima da média, que corresponde a uma responsabilidade acima de director-geral', no Montepio Geral, na Misericórdia de Lisboa, no Serviço Nacional de Bombeiros e noutros organismos.

Razão tinha o S. Pedro quando um dia espreitando cá para baixo, viu um avião de luxo, todo branco com o Papa lá dentro e exclamou: vejam só como o negócio evoluiu, começou com um burro...

quinta-feira, dezembro 10, 2009

"Don´t Put Money In Portugal! It´s Not Safe!"


É realmente triste encontrar, por acaso, um vídeo destes na maior plataforma de partilha de vídeo da ciberesfera.
Especialmente porque a montagem diz respeito a um dos pontos (mais) negros portugueses e agrava ainda mais, tendo em conta a nacionalidade (não portuguesa!!!) de quem o realizou!
Realmente, dá que pensar a imagem de Portugal lá fora!

terça-feira, dezembro 08, 2009

Arredonda! Mais uma vez, a força de um anúncio!


A mecânica é simples: os clientes podem arredondar o preço dos artigos que compram nas lojas Worten.
Por exemplo, um presente no valor de 49 euros pode ser arredondado, na linha de caixa, para os 50 euros, revertendo o valor arredondado a favor da Humanitas.
A associação da Worten a este projecto – que se estreia em Portugal – surge naturalmente, sendo conhecida a preocupação da marca pelas causas de natureza social.
Com o ‘Arredonda’, a Worten dá seguimento à sua estratégia de sustentabilidade, apoiando um projecto de grande dimensão, que se propõe, através da Humanitas, a minorar as carências das instituições que dão apoio às pessoas com deficiência mental.

(in, SOL)

Para pensar...


Em Portugal...

Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.

Um jovem de 18 anos recebe 200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 depois de toda uma vida do trabalho.

Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco. O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.

Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.

Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.

O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo a WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar mãos.

O Governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).

Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!

No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.

Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!

Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.

Militares que combateram em África a mando do Governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.

Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem; não pagas às finanças a tempo e horas passado um dia já estas a pagar juros.

Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.

Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável,
é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!

Numa farmácia pagas 0.50 euros por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagavas nada!

Obrigado Portugal.
Estamos orgulhosos.

domingo, dezembro 06, 2009

"A política é muito cruel".

Quando foi para o Parlamento, recorda, as coisas não lhe correram mal.
Mas "a política é muito cruel", diz.
"Quando as coisas correm mal, correm mesmo muito mal. Estragam a vida a uma pessoa, em todos os domínios".

Ainda assim, António Lobo Xavier confessa que sente as suas saudades da política, numa entrevista em que fala de (quase) tudo. Até da derrota da Sonae à PT, que começou a sentir quando viu "certas alianças e ambiguidades, sobretudo de empresas relacionadas com o poder público".
"Quando percebi que havia um discurso na nossa frente e uma prática e um discurso atrás de nós; havia forças poderosíssimas contra a Sonae e que fariam a Sonae perder".

(in, Jornal de Negócios)

E hoje, mais uma andota! Duas galinhas!


Esta foi enviada por uma amiga brasileira (que nao gosta muito do Lula).


- "Se você tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?"

- "Sim" - respondeu o militante.
- "E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?"
- "Sim" - novamente respondeu o valoroso militante.
- "E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?"
- "É claro que doaria" - respondeu o orgulhoso companheiro.
- "E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?"
- "Não" - respondeu o camarada.
- "Mas porquê se você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?"
- "Porque as galinhas eu tenho."

Como disse o Presidente francês Jacques Chirac sobre o Lula:"Para o Presidente Lula, o que é dele é dele, e o que é dos outros pode ser dividido."

sábado, dezembro 05, 2009

One Click Free


A Google passou a permitir aos editores de notícias “on-line”, que estes restrinjam o acesso dos utilizadores do motor de busca, a áreas reservadas a subscritores de “sites” de notícias, segundo a BBC que cita a empresa.
A decisão foi tomada depois de a Google ter sido acusada, por algumas empresas de media, de estar a retirar proveito das páginas com notícias “on-line”. Esta questão foi relançada quando a Microsoft se ofereceu para pagar à Newscorp, para que esta retirasse os seus conteúdos do motor de busca.
A Google criou, agora, o programa “One Click Free”, que permite aos utilizadores do Google pesquisarem e acederem a notícias, mas que também permite aos editores das notícias “on-line”, impor um limite de cinco artigos a que se pode aceder através do motor de busca.
Assim os leitores que clicarem em mais de cinco notícias num dia podem ser redireccionados para uma página de registo ou de pagamento.
“Antigamente, todos os cliques de um utilizador eram tratados como gratuitos”, segundo a BBC que cita o gestor de produto do Google, Josh Cohen. “Agora, actualizámos o programa para que apenas os editores possam limitar utilizadores para não mais do que cinco páginas, sem terem de se registar ou subscrever”.
A BBC News também avança que alguns utilizadores do motor de busca, descobriram que podiam utilizar o Google para acederem, gratuitamente, a notícias que estão em áreas reservadas dos sites e recorda que Rupert Murdoch acusou empresas como a Google, de retirar proveito do jornalismo, por ligarem os seus utilizadores aos artigos de jornais.

(por Hugo Paula, in Jornal de Negócios)

Publicidade Pingo Doce

Já é um sucesso e quando passa na TV não acredito que nenhum de nós não cante um bocadinho e pense: "que publicidade tão bem conseguida".
Realizada pela agência Duda Propaganda Cliente e com música de Cuca Roseta.


terça-feira, dezembro 01, 2009

Mercado da Arte


A Feira de Arte de Lisboa de 2009 abriu e fechou sem grande entusiasmo. Repetiu-se o clímax da inauguração presidencial, a que logo se seguiram as queixas do costume pela falta de vendas. Não espanta. A capacidade de inovação por estas bandas é nula. Ano após ano, a coisa faz cada vez menos sentido. Culpa-se a falta de empenho de uns, a fraca publicidade, a crise económica, mas na verdade trata-se de um modelo de promoção e venda de arte contemporânea que já teve os seus dias e sobretudo, tem os seus lugares. E Lisboa não é um deles.

Como noutras coisas, Portugal chegou tarde ao frenesim das feiras. Deslumbrados com a Arco de Madrid, alguns galeristas e artistas convenceram-se de que seria possível reproduzir por cá um evento semelhante. Realizar vendas, atrair novos públicos e conseguir alguma visibilidade internacional através da atracção de estrangeiros, parecia então fácil já que as feiras se apresentavam como o grande palco da arte dita contemporânea. Só que o exercício nunca proporcionou nem vendas nem grande público. E quanto à internacionalização, para além de alguns espanhóis tresmalhados e um ou outro optimista aliciado por mais do que duvidosas hipóteses de negócio, a Arte Lisboa nunca se afirmou como algo de minimamente interessante na cena europeia. É uma Feira banal com obras de arte banais, tal como existem às dezenas nas pequenas cidades da Europa.
Nestas coisas a imitação raramente compensa e, muito menos, pretender concorrer com aqueles que chegaram antes, já se afirmaram e são mais dinâmicos. Copiar a feira de Madrid não é simplesmente um erro, é uma receita para a irrelevância, aliás bem patente. A feira de Lisboa só poderia fazer algum sentido, e existir, se fosse capaz de introduzir alguma inovação.
Fosse ela nos conteúdos ou na forma de se organizar. Assim, é tão-só o reflexo de um meio artístico, ele mesmo, pobre e pouco estimulante.
É claro que nunca faltam desculpas para o fracasso. Se noutros anos foi a pouca publicidade, agora foi a crise, que aliás serve para tudo, a começar pela falta de imaginação e criatividade. Ora a crise na arte não é um acidente, é um mecanismo evolutivo. Uma condição ambiental, para ir buscar uma metáfora à biologia. A arte está sempre em crise, porque, ao contrário do que alguns imaginam, nunca nada é seguro, nem está determinado. Aliás, um dos equívocos do investimento na arte contemporânea é pensar, a cada momento, que a história terminou. Os museus têm as caves cheias de obras que tiveram os seus quinze segundos de fama e hoje não valem nada, nem têm grande interesse.
É certo que na crise actual deste particular mercado está também presente um factor recente. Nos últimos anos, a arte tornou-se num activo tóxico. Com valores bastante empolados e, em muitos casos, sem possibilidade efectiva de realização. Veja-se, por exemplo, como nos casos BPN e BPP, as colecções de arte serviram para manipular contabilidades e disfarçar duras realidades. A famosa colecção Ellipse do BPP, que na palavra de João Rendeiro custou 50 milhões, vale hoje menos de 20 segundo a Sotheby's, embora seja improvável que alguém a venha a adquirir por mais de 5 milhões. Nascida de um esquema financeiro com a conivência activa de artistas, galeristas e um circuito viciado e vicioso de consultores, serviu sobretudo para empolar preços e gerar especulação. Com o ruir dos grandes esquemas da alta finança, este pequeno nicho de fantasia apagou-se num ápice. Em consequência o mercado estagnou, as galerias deixaram de vender e a maioria dos artistas, presentes nestas colecções, está em franca desvalorização. Neste sentido, a Feira de Lisboa não podia deixar de reflectir a crise da especulação. O que, bem vistas as coisas, até é muito positivo.
É claro que nada disto tem interesse para o curso da arte. E, ainda menos, para quem realmente se interessa pela evolução desta forma de conhecimento essencial para o desenvolvimento da cultura humana. Na verdade, a arte sempre se deu mal com a moda e com o mercado. A ambição é outra. E maior.

(por Leonel Moura, in Jornal de Negócios) 

Os mitos da Lusitânea.


Somos um País de fantasmas, ilusões e embustes. Pecadores como os demais, desconfiados e invejosos como poucos, encontrámos nas liberalidades da nossa democracia o mais fértil dos terrenos para cavarmos as frustrações que as muitas décadas de obscurantismo, iliteracia e pobreza fizeram germinar. E das frustrações brotaram os mitos. Eis alguns dos mais tipicamente portugueses.

O Estado não é confiável - falso. Na esfera pública, como na privada, coexistem os bons e os maus exemplos. Há bons e maus dirigentes, bons e maus funcionários, bons e maus sistemas, bons e maus serviços. Há gente séria (a maioria) e malfeitores (a minoria). E há, sem dúvida, gorduras organizacionais, ineficiências e despesismo a que urge pôr termo. Tal como na sociedade civil.
A culpa da lentidão da Justiça é dos legisladores - falso. Se é certo que os nossos códigos processuais carecem de uma profunda revisão, não é menos verdade que há juízes rápidos e juízes lentos. Sei de causas idênticas decididas - e executadas - por uns em seis meses e por outros em seis anos. Sei das suas cumplicidades e rivalidades corporativas, dos seus embaraços tribais e ideológicos. E sei da impreparação juvenil de muitos.
A Justiça não possui meios de investigação - falso. O sistema judicial passou a dispor do mais eficaz dos meios - as escutas telefónicas generalizadas. Dizem-me que há cerca de 16 mil portugueses sob escuta (não, não divulgo a minha fonte, nem sob tortura). Por este andar, em breve atingiremos níveis comparáveis aos da Coreia do Norte (onde, em boa verdade, só os privilegiados do regime possuem telefone). Os operadores de telecomunicações que se cuidem.
O cidadão anónimo é um ser bacteriologicamente puro - falso. Não há cidadãos anónimos a não ser no ciberespaço, onde o anonimato não é mais do que um disfarce para a cobardia e a baixeza. O cidadão comum, esse, é tão puro, tão honesto, tão solidário, como qualquer cidadão incomum. O inverso é igualmente verdadeiro.
Os clientes do BPN e do BPP são vítimas inocentes - falso. Com algumas excepções (as dos simples depositantes), todos tinham a obrigação de conhecer os riscos que corriam ao fazerem aplicações financeiras em produtos estruturados, produtos premium, produtos para jogadores de todos os quadrantes e estratos sociais. É certo que a ganância faz parte da vida e que até as instituições mais insuspeitas incorrem facilmente nesse pecado mortal. Mas depois não se queixem.
Os economistas têm soluções para tudo, até para Portugal - falso. As soluções dos economistas para a ultrapassagem das crises financeiras são tão cristalinas que nenhum dirigente político tem coragem para as executar. O défice orçamental e o endividamento público melhorariam significativamente se os salários reais baixassem, se despedisse metade dos funcionários, se reduzissem as prestações sociais, se aumentassem os impostos e se parasse o investimento público? Claro que sim. Bastaria elegermos um governo de economistas e logo veríamos realizada a fábula do coelho sábio.
A qualidade da escola pública vai melhorar após o recuo do Governo - falso. Eis-nos à beira de chegar ao que os sindicatos desejavam, ou seja, a re-sovietização do sistema. Carreiras planas, isentas de escalões profissionais, e um modelo light de avaliação, ou seja, uma espécie de auto-avaliação travestida. O ambiente nas escolas vai serenar, para desespero dos que cumpriram as regras? Talvez. A qualidade do ensino vai melhorar? Nem por sombras.
Os media não têm agenda própria - verdadeiro. Read my lips.

(por Luís Nazaré, in Jornal de Negócios)

Fábrica vendida por um euro já quase triplicou facturação



«O segredo? O segredo está no trabalho, na qualidade e na procura incessante de novas encomendas e novos nichos de mercado», disse à Lusa Conceição Pinhão, a trabalhadora que liderou a luta contra a deslocalização da empresa e que conseguiu convencer os patrões alemães a venderem-lhe a fábrica por um euro.
A Afonso - Produção de Vestuário funciona há 20 anos na Zona Industrial de Paçô, em Arcos de Valdevez, sendo a sua gestão assegurada por Conceição Pinhão desde 29 de Novembro de 2004, dia em que os patrões, dois empresários alemães, «desapareceram» depois de uma tentativa frustrada de deslocalização.
Na altura tinha 89 trabalhadoras, agora tem uma centena. A fábrica, que se dedica essencialmente à confecção de camisas, fechou 2005 com um volume de negócios de cerca de meio milhão de euros, enquanto que para este ano a previsão aponta para mais de 1,3 milhões.
Conceição Pinhão garante que desde que assumiu as rédeas da fábrica sempre espreitou todas as oportunidades de mercado.
«Actualmente, 90 por cento da nossa produção é para exportação, sobretudo para Espanha, mas agora também começámos a exportar para o Canadá blusas de senhora», afirmou.
A trabalhadora-administradora admitiu que em 2008, quando se começou a falar em força na crise, a fábrica «se ressentiu um bocadinho», mas «resistiu» e agora «já está outra vez a trabalhar a todo o vapor».
A tentativa de deslocalização da Afonso aconteceu a 29 de Novembro de 2004, quando os patrões, já fora do horário laboral, tentaram retirar do interior da fábrica tecidos e máquinas para levar tudo para a República Checa.
Liderados por Conceição Pinhão, os trabalhadores aperceberam-se, mobilizaram-se de pronto e impediram os patrões de concretizarem os seus intentos.
A partir desse dia, os trabalhadores revezaram-se durante longos meses em vigílias nocturnas nas instalações da empresa.
A Afonso continuou, entretanto, a funcionar numa insólita situação de sem dono até que Conceição Pinhão conseguiu convencer os empresários alemães a vender-lhe a fábrica por um euro, num negócio oficializado em Janeiro de 2005.
«Hoje, voltaria a fazer tudo de novo, não estou arrependida de nada. Queriam-nos deixar de mãos a abanar, atirar 90 pessoas para o desemprego, mas não conseguiram», refere a responsável.
Entretanto, as operárias da Afonso continuam todas as semanas a apostar, cada uma delas, um euro no Euromilhões, na esperança de que um dia a sorte lhes bata à porta.
«Apenas temos conseguido uns trocados, o maior prémio que nos saiu até hoje foram 30 e tal euros, mas mesmo assim tem chegado para darmos todos um passeio anual», rematou Conceição Pinhão.

(in Lusa/Sol)