sábado, fevereiro 20, 2010

O dia em que Tiger Woods paralisou Wall Street.

Tiger Woods, famoso jogador de golfe, agora ainda mais célebre devido às suas infidelidades conjugais, foi o responsável pela quase paralisação dos negócios nas bolsas norte-americanas. À hora em que pediu desculpas ao mundo, num discurso televisivo, Wall Street parou para o ouvir.
Recorde-se que um recente acidente de carro protagonizado por Woods foi atribuído ao facto de estar fugir da sua mulher, que supostamente o perseguia com um taco de golfe por causa da sua infelidade. A situação, que levou agora a este pedido de desculpas público, deu já origem a um jogo “online”.
Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos, que abriram em baixa, conseguiram inverter e fechar em alta, numa sessão com poucos sobressaltos, pressionada pela subida da taxa de desconto por parte da Reserva Federal, pela primeira vez desde Junho de 2006, e sustentada pela subida inferior ao previsto da inflação em Janeiro.
O momento mais morno foi mesmo aquele em que Woods falou na TV. “Durante alguns minutos, Tiger Woods foi maior do que Ben Bernanke [presidente da Fed]”, refere a Bloomberg.
Com efeito, o volume de negociação na Bolsa de Nova Iorque (NYSE) caiu para cerca de um milhão de acções, o nível mais baixo do dia, no minuto em que Woods iniciou o seu “discurso à nação”. As transacções dispararam para cerca de seis milhões de títulos quando Tiger Woods acabou de falar, segundo os dados da Bloomberg.
A negociação em todas as bolsas norte-americanas diminuiu durante a conferência de imprensa de Woods, para 456 milhões de títulos, contra uma média de 576,8 milhões durante os cinco segmentos precedentes de 15 minutos, refere a mesma fonte.
“Não era possível escapar a isso. Estava a dar em todo o lado. Tínhamos um dos melhores atletas dos nossos tempos envolvidos em algo assim... todos os canais estavam a transmitir a conferência de imprensa”, comentou à Bloomberg um gestor da US Global Investors, Michael Nasto.

(in, Nornal de Negócios)

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Governo negoceia contrato com agência de comunicação para defender imagem de Portugal.

O governo pôs em marcha uma ofensiva ao nível da comunicação para mudar a imagem de Portugal nos mercados financeiros internacionais. De acordo com o “i”, o Governo está mesmo a negociar um contrato com uma agência de comunicação e relações públicas internacional.
Segundo o mesmo jornal, a prioridade passa por acabar com a colagem das finanças públicas nacionais às gregas e mudar a percepção que se estava a criar de que Portugal era a nova Grécia.
A face mais visível deste plano foi o conjunto de entrevistas e declarações dadas por altos responsáveis portugueses aos principais órgãos de informação internacionais, mas a estratégia terá também passado por acções mais discretas de comunicação e até de lobby junto dos decisores, quer ao nível do investimento, mercados e agências, quer ao nível da comunicação social.
Citando uma outra fonte do Governo, o Executivo liderado por Sócrates está mesmo a negociar um contrato com uma agência de comunicação e relações públicas internacional que já terá ajudado nas entrevistas transmitidas pela CNN e outros órgãos.
Desde quarta-feira passada, dia em que as bolsas europeias viveram o dia mais negro do ano, que o primeiro-ministro e o ministro das Finanças se desdobraram em entrevistas a vários órgãos internacionais. José Sócrates falou com o "New York Times", o "Libération", com a Reuters em Bruxelas e ainda manteve um encontro com os correspondentes estrangeiros em Portugal de jornais como o "Financial Times". O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, deu entrevistas à CNN e à BBC.
A “ofensiva” de Sócrates passa também pelo PS, daí que o secretário-geral do partido tenha ontem, de uma assentada, marcado várias reuniões do PS. "Esta reunião servirá para desmentir todos os boatos de divisão interna do partido", disse ao i uma fonte próxima do secretário-geral, acrescentando que "o PS vai cerrar fileiras em torno de José Sócrates".

(in, Jornal de Negócios)

domingo, fevereiro 07, 2010

"Sim, vou cortar na despesa."

Foi à CNN que o ministro das Finanças reagiu em primeiro lugar à aprovação final das alterações à Lei das Finanças Regionais. Questionado por Richard Quest sobre o que iria fazer depois do que se passou esta tarde no parlamento português, Teixeira dos Santos respondeu que "vou cortar na despesa” e “evitar um défice excessivo".
Richard Quest, jornalista da estação de televisão norte-americana, começou por relatar a ameaça de uma crise política em Portugal, depois do Parlamento ter aprovado, com os votos contra do Partido Socialista, uma alteração à Lei das Finanças Regionais. Questionou depois se este caso não era exactamente o que Portugal dispensava numa altura de forte pressão dos mercados.
"Sim. É o que lhes [aos partidos da oposição] tenho dito. Ontem fui muito claro", respondeu Teixeira dos Santos numa entrevista telefónica, recordando o discurso efectuado ontem à noite. "Disse que recorreria a provisões especiais na lei para impedir as consequências orçamentais dessas decisões".
O jornalista da CNN concluiu assim que o ministro estava a dizer que "mesmo que o Parlamento gaste, o senhor vai cortar?". "Sim, vou cortar" e "utilizarei os poderes que a lei confere ao ministro e ao Governo para controlar a despesa e evitar um défice excessivo".
Teixeira dos Santos concretizou o que já ontem tinha adiantado que poderá fazer, recorrer à Lei de Enquadramento Orçamental para cortar nas transferências de verbas para a Madeira.
Questionado sobre o comportamento dos mercados, que penalizaram fortemente a bolsa e a dívida portuguesa nas últimas sessões, Teixeira dos Santos reiterou que considera esta reacção "exagerada".
Quanto à hipótese de Portugal ter que recorrer à ajuda do FMI e da Comissão Europeia, o ministro das Finanças afirmou que "saberemos assumir as nossas responsabilidades" e "não será necessária qualquer espécie de ajuda externa".



(in , Jornal de Negócios)

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

A propósito do tão badalado cartão único...uma anedota!

Para quem vai aderir ao cartão único:
Assim vai ser o nosso futuro!!!

- Telefonista: Pizza Hut, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
- Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.
- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21549 4236, certo? O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...
- Cliente: O quê...?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
- Telefonista: O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Telefonista: São 49,99.
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: Foooddddddd.......!!!!!!!!!
- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente da Autoridade
- Cliente: (Silêncio).
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
- Telefonista: E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...!

(Gentilmente enviada pelo Dr. Peralta. O meu obrigado e venham mais!) 

terça-feira, fevereiro 02, 2010

"Portugal é o País que menos trabalha na Europa"

José António Barros, presidente da AEP, defendeu que “não faz sentido” que se reduzam os salários de uma forma genérica, considerando que há outras questões que aumentam a competitividade. O responsável salientou que “Portugal é o País que menos trabalha na Europa”, devido ao elevado número de feriados.
As declarações do responsáveis surgem depois do Fundo Monetário Internacional (FMI) ter defendido que Portugal, Espanha e Grécia vão ter que baixar salários devido à situação das suas finanças públicas. "Devido à crise, Portugal, Espanha e Grécia enfrentam sérias dificuldades que implicam ajustes muito penosos, sobretudo quando a taxa de inflação é muito baixa", acrescentou o economista do FMI Olivier Blanchard, numa entrevista ao francês “Les Echos”.
“O sinal que foi dado na Função Pública, ao não haver qualquer aumento [salarial] é francamente positivo”, afirmou António Barros.
“Ao nível da iniciativa privada, se muitos sectores não devem aumentar salários, há outros que têm condições para o fazer. Não devemos entrar na casa dos outros para dizer o que devem ou não fazer. Agora reduzir, de uma forma genérica, os salários de todo o País acho que não faz muito sentido”, acrescentou.
“Não é só preciso reduzir os salários para aumentar a competitividade. Há muitos outros aspectos, como a questão dos feriados. Portugal é o País que tem o valor mais elevado da Europa ao nível do somatório dos dias de férias e feriados”, salientou.
“Portugal é o País que menos trabalha na Europa. Aqui está um ponto onde se pode aumentar a produtividade, colocando o nosso nível de feriados ao nível da média europeia”, sublinhou.
“Há ainda outra questão que tem que ver com a revisão da lei laboral. Falo da flexibilidade”, concluiu, à margem da assinatura de um protocolo com os CTT.

(in, Jornal de Negócios, por Germano Oliveira)

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Receitas dos principais grupos privados de saúde crescem 42,5%.

Os principais grupos privados na área da saúde (grupo Mello, Espírito Santo Saúde, Hospitais Privados de Portugal e grupo Trofa) facturaram 694 milhões de euros em 2009, mais 42,5% face ao ano anterior. Os lucros foram de 487 milhões, noticia hoje o “Diário de Notícias”.
Salvador Mello, presidente do conselho de administração do grupo Mello, estima que "2009 terá fechado com uma facturação de 266 milhões de euros, ou seja, mais 20% a 30%". Um valor que engloba a parceria público-privada do Hospital de Braga.
A Espírito Santo Saúde (ESS) facturou 219 milhões de euros, um crescimento de 19% face a 2008. Para 2010, a empresa perspectiva um aumento de 10%, aponta, ao DN, Isabel Vaz, administradora da ESS.
No caso dos Hospitais Privados de Portugal (HPP), as expectativas de facturação apontavam para os 150 milhões de euros. Uma fatia de 55 milhões de euros resulta da parceria público-privada do Hospital de Cascais.
O grupo Trofa, liderado por José Vila Nova, facturou 59 milhões de euros em 2009, uma subida de 47,5% face ao ano anterior.

(in, jornal de Negócios)

sexta-feira, janeiro 29, 2010

PME recebem até 200 mil euros para entrar em bolsa.

As PME que dispersem pelo menos 25% do capital em bolsa vão poder abater ao IRC os custos com a operação. O Governo quer, desta forma, incentivar as empresas a financiarem o seu crescimento através do mercado accionista, em vez de recorrerem apenas ao crédito bancário.
A proposta de Lei do OE para 2010 prevê que as empresas possam majorar em 200% os gastos com a admissão à bolsa em sede de IRC. O que significa que uma PME que gaste, por exemplo, 50 mil euros, poderá abater 150 mil euros ao imposto. O benefício tem um tecto: 200 mil euros num período de três anos.

(in, Jornal de Negócios por André Veríssimo)

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Comprar acções de PME vai permitir abater até 500 euros ao IRS.


Os investidores vão poder deduzir ao IRS até 25% dos montantes investidos em acções de novas PME cotadas, até ao limite de 500 euros. A medida, que consta da proposta de Lei do OE para 2010, visa incentivar a entrada destas empresas em bolsa.

A dedução ao IRS estende-se às unidades de participação em fundos de investimento que invistam em PME. O abatimento poderá ser usado num período de cinco anos. Para usufruir do benefício máximo será preciso aplicar 2.000 euros.
Esta é uma das medidas para trazer as PME para o mercado de capitais. A outra destina-se às próprias empresas e permite majorar em 200% os gastos com a admissão à bolsa em sede de IRS. O que significa que uma PME que gaste, por exemplo, 50 mil euros, poderá abater 150 mil euros ao imposto. O benefício tem um tecto: 200 mil euros num período de três anos.
A categoria das micro, pequenas e médias empresas (PME) é constituída por empresas que empregam menos de 250 pessoas e cujo volume de negócios anual não excede 50 milhões de euros ou cujo balanço total anual não excede 43 milhões de euros.

(in, Jornal de Negócios por André Veríssimo)

Saúde: 650 mil famílias adiam tratamentos médicos por dificuldades financeiras.


Um estudo da DECO revela que no último ano 650 mil famílias adiaram o início de tratamentos médicos por impossibilidade de pagar os custos associados à terapia.

Na sequência de um inquérito a 1.639 famílias portuguesas, cujos resultados serão publicados na edição de Fevereiro da DECO Proteste, a associação de defesa dos consumidores conclui que “no último ano, 6 em cada 10 famílias tiveram dificuldade em seguir trata­mentos médicos devido a problemas financeiros”.
Em comunicado, a DECO explica que entre os inquiridos, “quase metade daqueles agregados foi obrigado a adiar uma terapia, um quin­to interrompeu-a e outros tantos nem ponderaram iniciá-la, por impossibilidade de pagar. Nas últimas condições estão 650 mil famílias, segundo estimativas da associação”.
As maiores dificuldades são sentidas “nos lares com baixos rendimentos, os que incluem apenas um adulto e crianças menores e os que integram doentes crónicos manifestam mais problemas em suportar os custos”.
Por isso, “a DECO pede respostas adequadas do Serviço Nacional de Saúde, pelos seus meios ou através de convenções, e a atenção especial do Estado aos grupos mais vulneráveis, como as famílias de baixos rendimentos, monoparentais e com crianças, e as que incluem doentes crónicos”.
O mesmo estudo da associação de defesa dos consumidores conclui que “Um quinto [dos inquiridos] já se endividou para despesas de saúde e 15% fizeram-no no úl­timo ano. Cada agregado pediu, em média, € 1100, sobretudo, a familiares. Quatro em cada 10 revelaram muitas dificuldades em liquidar a dívida”.
As longas listas de espera existentes no Serviço Nacional de Saúde acabaram por empurrar os portugueses para os serviços de saúde privados. Assim, afirma a DECO “grande parte dos créditos destinou-se a serviços de saúde privados, muitas deles, também existentes no Serviço Nacional de Saúde”.

70% dos portugueses gasta um quinto do rendimento disponível anual em saúde

O estudo da DECO conclui ainda que “7 em cada 10 famílias gastam uma média de 1700 euros por ano do seu bolso em saúde, o que representa, em média, cerca de um quinto do rendimento anual líquido”.
É sobretudo nos cuidados dentários e oftalmoló­gicos que é gasta maior fatia com saúde, com as despesas médias anuais a rondarem os 550 euros e 465 euros, respectivamente.

(in, Jornal de Negócios por Susana Domingos)

OE: PME recebem incentivos fiscais para irem para a bolsa


O governo vai avançar com incentivos fiscais para levar as PME a dispersarem o seu capital em bolsa. A medida era, há vários anos, pedida pela CMVM e a Euronext Lisbon, e consta da proposta para o Orçamento de Estado de 2010.
“O Governo entendeu incentivar, através de autorização legislativa em matéria fiscal, o desenvolvimento do acesso ao mercado de capitais por parte das PME portuguesas”, refere a versão preliminar da proposta para o OE 2010, a que o Negócios teve acesso.
O relatório não refere em concreto a forma que vão assumir estes benefícios fiscais, que constarão da proposta de autorização legislativa.
Segundo o texto da proposta, o Executivo pretende que as PME recorram à bolsa para reforçar os seus capitais próprios, dando maior competitividade a esta alternativa face ao tradicional recurso ao crédito.
Para o Governo, a dispersão do capital contribui para promover a visibilidade das empresas e melhorar as suas práticas de gestão. Mais: “este processo assume ainda um papel determinante no desenvolvimento de estratégias de inovação, crescimento e internacionalização”. O desejo é que, após as primeiras operações, se crie uma “dinâmica própria e sustentada”.
O apoio fiscal à entrada de PME em bolsa é uma velha reivindicação da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e da Euronext Lisbon, como forma de desenvolver o mercado português e promover a melhoria dos capitais próprios das empresas e a sua capacidade de crescimento.
Este incentivo esteve quase para ser introduzido no Orçamento do Estado para 2007, através da redução do IRC cobrado, acabando por ser retirado à última hora.
As propostas apresentadas foram inspiradas nas medidas tomadas já há alguns anos em França e no Reino Unido, e que contribuíram para a vinda de um grande número de PME para a bolsa.
O grupo Euronext dispõe desde 2005 de um segmento específico para estas empresas, denominado Alternext, que conta já com 131 cotadas francesas, belgas e holandesas. Apesar dos esforços da entidade gestora da bolsa de Lisboa, ainda não existe nenhuma empresa portuguesa neste segmento.
A bolsa de Londes criou, em 1995, o AIM, um mercado para as PME. Desde então já mais de 3000 empresas internacionais dispersaram o seu capital.

in, Jornal de Negócios por André Veríssimo)

domingo, janeiro 24, 2010

Escutas.

E agora, as já muito badaladas escutas telefónicas!























Holiday Inn vai colocar "aquecedores" humanos nas camas.


Uma cama quente – aproximadamente 20 a 24 graus centígrados – é uma boa forma de propiciar o sono, ao passo que uma cama fria pode inibi-lo, segundo estudos científicos.

Com efeito, vários estudos dizem que o sono começa ao início da noite, quando a temperatura do corpo começa a descer. Essa descida ocorre em parte porque os vasos sanguíneos das mãos, rosto e pés começam a dilatar-se e a libertar calor.
Por isso, a cadeia hoteleira Holiday Inn vai arrancar com uma experiência já no final deste mês, em Londres e Manchester: “cobertores eléctricos andantes”. Ou seja, terá funcionários vestidos com uma peça de roupa única, que irão aquecer as camas dos hóspedes cinco minutos antes de estes se irem deitar.
O serviço é gratuito e será como “ter uma botija de água quente gigante na cama”, comentou ao “The Telegraph” a porta-voz do Holiday Inn, Jane Bednall.
As botijas de água quente humanas têm capuzes e fatos de corpo inteiro, para que o corpo não fique em contacto directo com os lençóis.

(in, Jornal de Negócios)

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Passos Coelho lança novo site para apresentar ideias para o país.


O social-democrata Pedro Passos Coelho vai explicar a partir de terça-feira na Internet a sua visão para o país através de um conjunto de vídeos e de textos disponibilizados no endereço www.passoscoelho-mudar.com.

A nova página da Internet insere-se na estratégia de divulgação de "Mudar", livro em que Passos Coelho faz um diagnóstico sobre o estado do país e do PSD e defende, entre outras coisas, o reforço do papel da iniciativa privada na condução da economia, dizendo que o Estado "não pode ser ao mesmo tempo árbitro e jogador".
O volume de 280 páginas, publicado com a chancela da editora Bertrand sob a orientação do escritor Francisco José Viegas, é encarado por Passos Coelho como "uma peça importante" na sua campanha para a liderança do PSD.
O roteiro da sua divulgação pública, em mais de 50 postos de venda pelo país inteiro, coincidirá com acções de campanha a nível partidário e será divulgado na próxima semana, em conferência de imprensa.
"É natural que as pessoas que estão preocupadas com o seu futuro, preocupadas em saber como é que se vai resolver a situação em que mergulhámos, queiram apreciar a forma como aqueles que desejam assumir responsabilidades se prepararam para apontar caminhos novos e trazer soluções diferentes para os nossos problemas de hoje. E foi isso que eu procurei traduzir neste livro que escrevi", explica Passos Coelho.
Num dos cinco vídeos que irão ser disponibilizados num primeiro momento na página da Internet, o social-democrata propõe "um novo consenso" sobre o que é a intervenção do Estado na sociedade e na Economia, apontando para um reforço do papel da iniciativa privada.
"Eu sei que é um tema muito delicado, porque muitas pessoas associam a intervenção do Estado a uma tutela, a uma responsabilidade que o Estado tem sobre quase tudo na nossa sociedade", avisa Passos Coelho, que defende a mudança das regras do jogo.
"O Estado (...) não pode ser ao mesmo tempo árbitro e jogador. Precisamos cada vez mais que aquilo que é a iniciativa dos privados, do investimento que eles possam aportar para a economia, a capacidade de correrem riscos, de criar riqueza. Esse papel é insubstituível hoje, e não cabe ao Estado - cabe aos privados", defende Passos Coelho.
Nos restantes vídeos, que surgem como resumos dos capítulos do livro "Mudar", Passos aborda a questão das pensões de reforma e defende, entre outras coisas, a aposta no reforço das ligações entre Portugal e os países de língua oficial portuguesa.

(in, Lusa)

sábado, janeiro 16, 2010

Cerveja mais barata que água!


O preço da cerveja na Alemanha está em queda acelerada e em alguns supermercados é possível encontrar um litro desta bebida a 38 cêntimos, valor mais baixo que o litro de água mineral.

O aumento dos stocks de cerveja nas prateleiras dos supermercados, devido à quebra no consumo, tem levado os retalhistas a baixar os preços para aliviar as quantidades desta bebida que têm armazenadas.
Hoje em dia, em alguns supermercados alemães é possível comprar uma grade de 20 cervejas de meio litro por 3,77 euros, ou seja cada garrafa é transaccionada por menos de 19 cêntimos.
Os preços praticados já despertaram a atenção das autoridades alemãs, uma vez que está estipulado que cada garrafa de meio litro deverá custar no mínimo 28 cêntimos.
Recorde-se que a Alemanha é um dos países europeus onde se consome mais cerveja. Em 1990 cada alemão consumia em média 143 litros por ano, valor que actualmente caiu para 111 litros.
 
(in, Jornal de Negócios com Lusa)

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Dividendos


Para Benjamin Graham, considerado o grande pioneiro do investimento em valor ('Value Investing'), os dividendos não devem ser encarados como um instrumento de riqueza imediata mas como um indicador de sustentabilidade da empresa.
Para o mentor de Warrent Buffett, mais importante do que as empresas pagarem dividendos esporadicamente é a capacidade de promoverem o crescimento da taxa de dividendos aos accionistas ao longo do tempo que as tornam num activo apelativo.
É o que sucede com a Coca-Cola, líder mundial em bebidas não alcoólicas que há 47 anos distribui dividendos ininterruptamente e, nas últimas quatro décadas, as suas acções registaram uma valorização anual média de 11,5%.
Porém, nem sempre a redução ou mesmo a suspensão dos dividendos está ligado a maus resultados operacionais.
Por vezes, a administração da empresa decide cortar a remuneração aos accionistas com vista a utilizar esse dinheiro para reduzir parte do passivo ou até apostar na expansão do negócio. Nestes casos, ao contrário do que se possa pensar, é o próprio accionista que sai beneficiado pois, quando o dividendo é pago sob a forma de dinheiro esse "bónus" é automaticamente penalizado com uma tributação sob mais-valias de 20%, mas quando o dividendo fica retido nas contas da empresa é utilizado no sentido de aumentar valor da empresa. No entanto, não é desta forma que o mercado lê esta mudança de visão.
Numa altura em que muitas empresas preparam-se para apresentar os resultados anuais, inevitavelmente marcados pela crise mundial, muitos investidores que outrora compraram acções de companhias a contarem com os dividendos, correm agora o risco de, este ano, verem esses dividendos congelados.
Para evitar cair na armadilha dos dividendos o Diário Económico foi à procura de companhias que não só prometem pagar bons dividendos em 2010 como ao longo dos últimos cinco anos têm aumentado consideravelmente a remuneração dos investidores.
Além disso, é igualmente importante que grande parte dos resultados líquidos que a empresa distribui aos seus accionistas é feito sob a forma de dividendos.
Não é de estranhar que entre as sete eleitas o sector das telecomunicações marque destaque com quatro companhias - France Telecom, Telefonica, Portugal Telecom e Cable.

(in, Diário Económico)

domingo, janeiro 03, 2010

"Não consigo imaginar-me a viver com 450 euros por mês"


Na sua última entrevista como presidente da CIP, Francisco Van Zeller explicou ao "Weekend Económico" por que foi contra o aumento do salário mínimo e o que fez para mudar o aeroporto para Alcochete.

Francisco Van Zeller não imagina o que é viver com 450 euros por mês, mas diz que enquanto não existirem condições de produtividade será impossível aumentar o salário mínimo.
Defende que este deve ser um projecto nacional, num Portugal que precisa de uma mentalidade internacional, de empreendedores e de elites que puxem pelo país.
Aos 71 anos prepara-se para deixar a presidência da confederação dos patrões, lamentando a falta de capacidade para influenciar as decisões que podem mudar Portugal. Mas diz que o aeroporto em Alcochete é uma vitória pessoal.

(in, Jornal de Negócios)