sexta-feira, janeiro 29, 2010

PME recebem até 200 mil euros para entrar em bolsa.

As PME que dispersem pelo menos 25% do capital em bolsa vão poder abater ao IRC os custos com a operação. O Governo quer, desta forma, incentivar as empresas a financiarem o seu crescimento através do mercado accionista, em vez de recorrerem apenas ao crédito bancário.
A proposta de Lei do OE para 2010 prevê que as empresas possam majorar em 200% os gastos com a admissão à bolsa em sede de IRC. O que significa que uma PME que gaste, por exemplo, 50 mil euros, poderá abater 150 mil euros ao imposto. O benefício tem um tecto: 200 mil euros num período de três anos.

(in, Jornal de Negócios por André Veríssimo)

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Comprar acções de PME vai permitir abater até 500 euros ao IRS.


Os investidores vão poder deduzir ao IRS até 25% dos montantes investidos em acções de novas PME cotadas, até ao limite de 500 euros. A medida, que consta da proposta de Lei do OE para 2010, visa incentivar a entrada destas empresas em bolsa.

A dedução ao IRS estende-se às unidades de participação em fundos de investimento que invistam em PME. O abatimento poderá ser usado num período de cinco anos. Para usufruir do benefício máximo será preciso aplicar 2.000 euros.
Esta é uma das medidas para trazer as PME para o mercado de capitais. A outra destina-se às próprias empresas e permite majorar em 200% os gastos com a admissão à bolsa em sede de IRS. O que significa que uma PME que gaste, por exemplo, 50 mil euros, poderá abater 150 mil euros ao imposto. O benefício tem um tecto: 200 mil euros num período de três anos.
A categoria das micro, pequenas e médias empresas (PME) é constituída por empresas que empregam menos de 250 pessoas e cujo volume de negócios anual não excede 50 milhões de euros ou cujo balanço total anual não excede 43 milhões de euros.

(in, Jornal de Negócios por André Veríssimo)

Saúde: 650 mil famílias adiam tratamentos médicos por dificuldades financeiras.


Um estudo da DECO revela que no último ano 650 mil famílias adiaram o início de tratamentos médicos por impossibilidade de pagar os custos associados à terapia.

Na sequência de um inquérito a 1.639 famílias portuguesas, cujos resultados serão publicados na edição de Fevereiro da DECO Proteste, a associação de defesa dos consumidores conclui que “no último ano, 6 em cada 10 famílias tiveram dificuldade em seguir trata­mentos médicos devido a problemas financeiros”.
Em comunicado, a DECO explica que entre os inquiridos, “quase metade daqueles agregados foi obrigado a adiar uma terapia, um quin­to interrompeu-a e outros tantos nem ponderaram iniciá-la, por impossibilidade de pagar. Nas últimas condições estão 650 mil famílias, segundo estimativas da associação”.
As maiores dificuldades são sentidas “nos lares com baixos rendimentos, os que incluem apenas um adulto e crianças menores e os que integram doentes crónicos manifestam mais problemas em suportar os custos”.
Por isso, “a DECO pede respostas adequadas do Serviço Nacional de Saúde, pelos seus meios ou através de convenções, e a atenção especial do Estado aos grupos mais vulneráveis, como as famílias de baixos rendimentos, monoparentais e com crianças, e as que incluem doentes crónicos”.
O mesmo estudo da associação de defesa dos consumidores conclui que “Um quinto [dos inquiridos] já se endividou para despesas de saúde e 15% fizeram-no no úl­timo ano. Cada agregado pediu, em média, € 1100, sobretudo, a familiares. Quatro em cada 10 revelaram muitas dificuldades em liquidar a dívida”.
As longas listas de espera existentes no Serviço Nacional de Saúde acabaram por empurrar os portugueses para os serviços de saúde privados. Assim, afirma a DECO “grande parte dos créditos destinou-se a serviços de saúde privados, muitas deles, também existentes no Serviço Nacional de Saúde”.

70% dos portugueses gasta um quinto do rendimento disponível anual em saúde

O estudo da DECO conclui ainda que “7 em cada 10 famílias gastam uma média de 1700 euros por ano do seu bolso em saúde, o que representa, em média, cerca de um quinto do rendimento anual líquido”.
É sobretudo nos cuidados dentários e oftalmoló­gicos que é gasta maior fatia com saúde, com as despesas médias anuais a rondarem os 550 euros e 465 euros, respectivamente.

(in, Jornal de Negócios por Susana Domingos)

OE: PME recebem incentivos fiscais para irem para a bolsa


O governo vai avançar com incentivos fiscais para levar as PME a dispersarem o seu capital em bolsa. A medida era, há vários anos, pedida pela CMVM e a Euronext Lisbon, e consta da proposta para o Orçamento de Estado de 2010.
“O Governo entendeu incentivar, através de autorização legislativa em matéria fiscal, o desenvolvimento do acesso ao mercado de capitais por parte das PME portuguesas”, refere a versão preliminar da proposta para o OE 2010, a que o Negócios teve acesso.
O relatório não refere em concreto a forma que vão assumir estes benefícios fiscais, que constarão da proposta de autorização legislativa.
Segundo o texto da proposta, o Executivo pretende que as PME recorram à bolsa para reforçar os seus capitais próprios, dando maior competitividade a esta alternativa face ao tradicional recurso ao crédito.
Para o Governo, a dispersão do capital contribui para promover a visibilidade das empresas e melhorar as suas práticas de gestão. Mais: “este processo assume ainda um papel determinante no desenvolvimento de estratégias de inovação, crescimento e internacionalização”. O desejo é que, após as primeiras operações, se crie uma “dinâmica própria e sustentada”.
O apoio fiscal à entrada de PME em bolsa é uma velha reivindicação da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e da Euronext Lisbon, como forma de desenvolver o mercado português e promover a melhoria dos capitais próprios das empresas e a sua capacidade de crescimento.
Este incentivo esteve quase para ser introduzido no Orçamento do Estado para 2007, através da redução do IRC cobrado, acabando por ser retirado à última hora.
As propostas apresentadas foram inspiradas nas medidas tomadas já há alguns anos em França e no Reino Unido, e que contribuíram para a vinda de um grande número de PME para a bolsa.
O grupo Euronext dispõe desde 2005 de um segmento específico para estas empresas, denominado Alternext, que conta já com 131 cotadas francesas, belgas e holandesas. Apesar dos esforços da entidade gestora da bolsa de Lisboa, ainda não existe nenhuma empresa portuguesa neste segmento.
A bolsa de Londes criou, em 1995, o AIM, um mercado para as PME. Desde então já mais de 3000 empresas internacionais dispersaram o seu capital.

in, Jornal de Negócios por André Veríssimo)

domingo, janeiro 24, 2010

Escutas.

E agora, as já muito badaladas escutas telefónicas!























Holiday Inn vai colocar "aquecedores" humanos nas camas.


Uma cama quente – aproximadamente 20 a 24 graus centígrados – é uma boa forma de propiciar o sono, ao passo que uma cama fria pode inibi-lo, segundo estudos científicos.

Com efeito, vários estudos dizem que o sono começa ao início da noite, quando a temperatura do corpo começa a descer. Essa descida ocorre em parte porque os vasos sanguíneos das mãos, rosto e pés começam a dilatar-se e a libertar calor.
Por isso, a cadeia hoteleira Holiday Inn vai arrancar com uma experiência já no final deste mês, em Londres e Manchester: “cobertores eléctricos andantes”. Ou seja, terá funcionários vestidos com uma peça de roupa única, que irão aquecer as camas dos hóspedes cinco minutos antes de estes se irem deitar.
O serviço é gratuito e será como “ter uma botija de água quente gigante na cama”, comentou ao “The Telegraph” a porta-voz do Holiday Inn, Jane Bednall.
As botijas de água quente humanas têm capuzes e fatos de corpo inteiro, para que o corpo não fique em contacto directo com os lençóis.

(in, Jornal de Negócios)

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Passos Coelho lança novo site para apresentar ideias para o país.


O social-democrata Pedro Passos Coelho vai explicar a partir de terça-feira na Internet a sua visão para o país através de um conjunto de vídeos e de textos disponibilizados no endereço www.passoscoelho-mudar.com.

A nova página da Internet insere-se na estratégia de divulgação de "Mudar", livro em que Passos Coelho faz um diagnóstico sobre o estado do país e do PSD e defende, entre outras coisas, o reforço do papel da iniciativa privada na condução da economia, dizendo que o Estado "não pode ser ao mesmo tempo árbitro e jogador".
O volume de 280 páginas, publicado com a chancela da editora Bertrand sob a orientação do escritor Francisco José Viegas, é encarado por Passos Coelho como "uma peça importante" na sua campanha para a liderança do PSD.
O roteiro da sua divulgação pública, em mais de 50 postos de venda pelo país inteiro, coincidirá com acções de campanha a nível partidário e será divulgado na próxima semana, em conferência de imprensa.
"É natural que as pessoas que estão preocupadas com o seu futuro, preocupadas em saber como é que se vai resolver a situação em que mergulhámos, queiram apreciar a forma como aqueles que desejam assumir responsabilidades se prepararam para apontar caminhos novos e trazer soluções diferentes para os nossos problemas de hoje. E foi isso que eu procurei traduzir neste livro que escrevi", explica Passos Coelho.
Num dos cinco vídeos que irão ser disponibilizados num primeiro momento na página da Internet, o social-democrata propõe "um novo consenso" sobre o que é a intervenção do Estado na sociedade e na Economia, apontando para um reforço do papel da iniciativa privada.
"Eu sei que é um tema muito delicado, porque muitas pessoas associam a intervenção do Estado a uma tutela, a uma responsabilidade que o Estado tem sobre quase tudo na nossa sociedade", avisa Passos Coelho, que defende a mudança das regras do jogo.
"O Estado (...) não pode ser ao mesmo tempo árbitro e jogador. Precisamos cada vez mais que aquilo que é a iniciativa dos privados, do investimento que eles possam aportar para a economia, a capacidade de correrem riscos, de criar riqueza. Esse papel é insubstituível hoje, e não cabe ao Estado - cabe aos privados", defende Passos Coelho.
Nos restantes vídeos, que surgem como resumos dos capítulos do livro "Mudar", Passos aborda a questão das pensões de reforma e defende, entre outras coisas, a aposta no reforço das ligações entre Portugal e os países de língua oficial portuguesa.

(in, Lusa)

sábado, janeiro 16, 2010

Cerveja mais barata que água!


O preço da cerveja na Alemanha está em queda acelerada e em alguns supermercados é possível encontrar um litro desta bebida a 38 cêntimos, valor mais baixo que o litro de água mineral.

O aumento dos stocks de cerveja nas prateleiras dos supermercados, devido à quebra no consumo, tem levado os retalhistas a baixar os preços para aliviar as quantidades desta bebida que têm armazenadas.
Hoje em dia, em alguns supermercados alemães é possível comprar uma grade de 20 cervejas de meio litro por 3,77 euros, ou seja cada garrafa é transaccionada por menos de 19 cêntimos.
Os preços praticados já despertaram a atenção das autoridades alemãs, uma vez que está estipulado que cada garrafa de meio litro deverá custar no mínimo 28 cêntimos.
Recorde-se que a Alemanha é um dos países europeus onde se consome mais cerveja. Em 1990 cada alemão consumia em média 143 litros por ano, valor que actualmente caiu para 111 litros.
 
(in, Jornal de Negócios com Lusa)

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Dividendos


Para Benjamin Graham, considerado o grande pioneiro do investimento em valor ('Value Investing'), os dividendos não devem ser encarados como um instrumento de riqueza imediata mas como um indicador de sustentabilidade da empresa.
Para o mentor de Warrent Buffett, mais importante do que as empresas pagarem dividendos esporadicamente é a capacidade de promoverem o crescimento da taxa de dividendos aos accionistas ao longo do tempo que as tornam num activo apelativo.
É o que sucede com a Coca-Cola, líder mundial em bebidas não alcoólicas que há 47 anos distribui dividendos ininterruptamente e, nas últimas quatro décadas, as suas acções registaram uma valorização anual média de 11,5%.
Porém, nem sempre a redução ou mesmo a suspensão dos dividendos está ligado a maus resultados operacionais.
Por vezes, a administração da empresa decide cortar a remuneração aos accionistas com vista a utilizar esse dinheiro para reduzir parte do passivo ou até apostar na expansão do negócio. Nestes casos, ao contrário do que se possa pensar, é o próprio accionista que sai beneficiado pois, quando o dividendo é pago sob a forma de dinheiro esse "bónus" é automaticamente penalizado com uma tributação sob mais-valias de 20%, mas quando o dividendo fica retido nas contas da empresa é utilizado no sentido de aumentar valor da empresa. No entanto, não é desta forma que o mercado lê esta mudança de visão.
Numa altura em que muitas empresas preparam-se para apresentar os resultados anuais, inevitavelmente marcados pela crise mundial, muitos investidores que outrora compraram acções de companhias a contarem com os dividendos, correm agora o risco de, este ano, verem esses dividendos congelados.
Para evitar cair na armadilha dos dividendos o Diário Económico foi à procura de companhias que não só prometem pagar bons dividendos em 2010 como ao longo dos últimos cinco anos têm aumentado consideravelmente a remuneração dos investidores.
Além disso, é igualmente importante que grande parte dos resultados líquidos que a empresa distribui aos seus accionistas é feito sob a forma de dividendos.
Não é de estranhar que entre as sete eleitas o sector das telecomunicações marque destaque com quatro companhias - France Telecom, Telefonica, Portugal Telecom e Cable.

(in, Diário Económico)

domingo, janeiro 03, 2010

"Não consigo imaginar-me a viver com 450 euros por mês"


Na sua última entrevista como presidente da CIP, Francisco Van Zeller explicou ao "Weekend Económico" por que foi contra o aumento do salário mínimo e o que fez para mudar o aeroporto para Alcochete.

Francisco Van Zeller não imagina o que é viver com 450 euros por mês, mas diz que enquanto não existirem condições de produtividade será impossível aumentar o salário mínimo.
Defende que este deve ser um projecto nacional, num Portugal que precisa de uma mentalidade internacional, de empreendedores e de elites que puxem pelo país.
Aos 71 anos prepara-se para deixar a presidência da confederação dos patrões, lamentando a falta de capacidade para influenciar as decisões que podem mudar Portugal. Mas diz que o aeroporto em Alcochete é uma vitória pessoal.

(in, Jornal de Negócios)