sábado, fevereiro 20, 2010

O dia em que Tiger Woods paralisou Wall Street.

Tiger Woods, famoso jogador de golfe, agora ainda mais célebre devido às suas infidelidades conjugais, foi o responsável pela quase paralisação dos negócios nas bolsas norte-americanas. À hora em que pediu desculpas ao mundo, num discurso televisivo, Wall Street parou para o ouvir.
Recorde-se que um recente acidente de carro protagonizado por Woods foi atribuído ao facto de estar fugir da sua mulher, que supostamente o perseguia com um taco de golfe por causa da sua infelidade. A situação, que levou agora a este pedido de desculpas público, deu já origem a um jogo “online”.
Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos, que abriram em baixa, conseguiram inverter e fechar em alta, numa sessão com poucos sobressaltos, pressionada pela subida da taxa de desconto por parte da Reserva Federal, pela primeira vez desde Junho de 2006, e sustentada pela subida inferior ao previsto da inflação em Janeiro.
O momento mais morno foi mesmo aquele em que Woods falou na TV. “Durante alguns minutos, Tiger Woods foi maior do que Ben Bernanke [presidente da Fed]”, refere a Bloomberg.
Com efeito, o volume de negociação na Bolsa de Nova Iorque (NYSE) caiu para cerca de um milhão de acções, o nível mais baixo do dia, no minuto em que Woods iniciou o seu “discurso à nação”. As transacções dispararam para cerca de seis milhões de títulos quando Tiger Woods acabou de falar, segundo os dados da Bloomberg.
A negociação em todas as bolsas norte-americanas diminuiu durante a conferência de imprensa de Woods, para 456 milhões de títulos, contra uma média de 576,8 milhões durante os cinco segmentos precedentes de 15 minutos, refere a mesma fonte.
“Não era possível escapar a isso. Estava a dar em todo o lado. Tínhamos um dos melhores atletas dos nossos tempos envolvidos em algo assim... todos os canais estavam a transmitir a conferência de imprensa”, comentou à Bloomberg um gestor da US Global Investors, Michael Nasto.

(in, Nornal de Negócios)

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Governo negoceia contrato com agência de comunicação para defender imagem de Portugal.

O governo pôs em marcha uma ofensiva ao nível da comunicação para mudar a imagem de Portugal nos mercados financeiros internacionais. De acordo com o “i”, o Governo está mesmo a negociar um contrato com uma agência de comunicação e relações públicas internacional.
Segundo o mesmo jornal, a prioridade passa por acabar com a colagem das finanças públicas nacionais às gregas e mudar a percepção que se estava a criar de que Portugal era a nova Grécia.
A face mais visível deste plano foi o conjunto de entrevistas e declarações dadas por altos responsáveis portugueses aos principais órgãos de informação internacionais, mas a estratégia terá também passado por acções mais discretas de comunicação e até de lobby junto dos decisores, quer ao nível do investimento, mercados e agências, quer ao nível da comunicação social.
Citando uma outra fonte do Governo, o Executivo liderado por Sócrates está mesmo a negociar um contrato com uma agência de comunicação e relações públicas internacional que já terá ajudado nas entrevistas transmitidas pela CNN e outros órgãos.
Desde quarta-feira passada, dia em que as bolsas europeias viveram o dia mais negro do ano, que o primeiro-ministro e o ministro das Finanças se desdobraram em entrevistas a vários órgãos internacionais. José Sócrates falou com o "New York Times", o "Libération", com a Reuters em Bruxelas e ainda manteve um encontro com os correspondentes estrangeiros em Portugal de jornais como o "Financial Times". O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, deu entrevistas à CNN e à BBC.
A “ofensiva” de Sócrates passa também pelo PS, daí que o secretário-geral do partido tenha ontem, de uma assentada, marcado várias reuniões do PS. "Esta reunião servirá para desmentir todos os boatos de divisão interna do partido", disse ao i uma fonte próxima do secretário-geral, acrescentando que "o PS vai cerrar fileiras em torno de José Sócrates".

(in, Jornal de Negócios)

domingo, fevereiro 07, 2010

"Sim, vou cortar na despesa."

Foi à CNN que o ministro das Finanças reagiu em primeiro lugar à aprovação final das alterações à Lei das Finanças Regionais. Questionado por Richard Quest sobre o que iria fazer depois do que se passou esta tarde no parlamento português, Teixeira dos Santos respondeu que "vou cortar na despesa” e “evitar um défice excessivo".
Richard Quest, jornalista da estação de televisão norte-americana, começou por relatar a ameaça de uma crise política em Portugal, depois do Parlamento ter aprovado, com os votos contra do Partido Socialista, uma alteração à Lei das Finanças Regionais. Questionou depois se este caso não era exactamente o que Portugal dispensava numa altura de forte pressão dos mercados.
"Sim. É o que lhes [aos partidos da oposição] tenho dito. Ontem fui muito claro", respondeu Teixeira dos Santos numa entrevista telefónica, recordando o discurso efectuado ontem à noite. "Disse que recorreria a provisões especiais na lei para impedir as consequências orçamentais dessas decisões".
O jornalista da CNN concluiu assim que o ministro estava a dizer que "mesmo que o Parlamento gaste, o senhor vai cortar?". "Sim, vou cortar" e "utilizarei os poderes que a lei confere ao ministro e ao Governo para controlar a despesa e evitar um défice excessivo".
Teixeira dos Santos concretizou o que já ontem tinha adiantado que poderá fazer, recorrer à Lei de Enquadramento Orçamental para cortar nas transferências de verbas para a Madeira.
Questionado sobre o comportamento dos mercados, que penalizaram fortemente a bolsa e a dívida portuguesa nas últimas sessões, Teixeira dos Santos reiterou que considera esta reacção "exagerada".
Quanto à hipótese de Portugal ter que recorrer à ajuda do FMI e da Comissão Europeia, o ministro das Finanças afirmou que "saberemos assumir as nossas responsabilidades" e "não será necessária qualquer espécie de ajuda externa".



(in , Jornal de Negócios)

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

A propósito do tão badalado cartão único...uma anedota!

Para quem vai aderir ao cartão único:
Assim vai ser o nosso futuro!!!

- Telefonista: Pizza Hut, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
- Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.
- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21549 4236, certo? O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...
- Cliente: O quê...?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
- Telefonista: O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Telefonista: São 49,99.
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: Foooddddddd.......!!!!!!!!!
- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente da Autoridade
- Cliente: (Silêncio).
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
- Telefonista: E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...!

(Gentilmente enviada pelo Dr. Peralta. O meu obrigado e venham mais!) 

terça-feira, fevereiro 02, 2010

"Portugal é o País que menos trabalha na Europa"

José António Barros, presidente da AEP, defendeu que “não faz sentido” que se reduzam os salários de uma forma genérica, considerando que há outras questões que aumentam a competitividade. O responsável salientou que “Portugal é o País que menos trabalha na Europa”, devido ao elevado número de feriados.
As declarações do responsáveis surgem depois do Fundo Monetário Internacional (FMI) ter defendido que Portugal, Espanha e Grécia vão ter que baixar salários devido à situação das suas finanças públicas. "Devido à crise, Portugal, Espanha e Grécia enfrentam sérias dificuldades que implicam ajustes muito penosos, sobretudo quando a taxa de inflação é muito baixa", acrescentou o economista do FMI Olivier Blanchard, numa entrevista ao francês “Les Echos”.
“O sinal que foi dado na Função Pública, ao não haver qualquer aumento [salarial] é francamente positivo”, afirmou António Barros.
“Ao nível da iniciativa privada, se muitos sectores não devem aumentar salários, há outros que têm condições para o fazer. Não devemos entrar na casa dos outros para dizer o que devem ou não fazer. Agora reduzir, de uma forma genérica, os salários de todo o País acho que não faz muito sentido”, acrescentou.
“Não é só preciso reduzir os salários para aumentar a competitividade. Há muitos outros aspectos, como a questão dos feriados. Portugal é o País que tem o valor mais elevado da Europa ao nível do somatório dos dias de férias e feriados”, salientou.
“Portugal é o País que menos trabalha na Europa. Aqui está um ponto onde se pode aumentar a produtividade, colocando o nosso nível de feriados ao nível da média europeia”, sublinhou.
“Há ainda outra questão que tem que ver com a revisão da lei laboral. Falo da flexibilidade”, concluiu, à margem da assinatura de um protocolo com os CTT.

(in, Jornal de Negócios, por Germano Oliveira)

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Receitas dos principais grupos privados de saúde crescem 42,5%.

Os principais grupos privados na área da saúde (grupo Mello, Espírito Santo Saúde, Hospitais Privados de Portugal e grupo Trofa) facturaram 694 milhões de euros em 2009, mais 42,5% face ao ano anterior. Os lucros foram de 487 milhões, noticia hoje o “Diário de Notícias”.
Salvador Mello, presidente do conselho de administração do grupo Mello, estima que "2009 terá fechado com uma facturação de 266 milhões de euros, ou seja, mais 20% a 30%". Um valor que engloba a parceria público-privada do Hospital de Braga.
A Espírito Santo Saúde (ESS) facturou 219 milhões de euros, um crescimento de 19% face a 2008. Para 2010, a empresa perspectiva um aumento de 10%, aponta, ao DN, Isabel Vaz, administradora da ESS.
No caso dos Hospitais Privados de Portugal (HPP), as expectativas de facturação apontavam para os 150 milhões de euros. Uma fatia de 55 milhões de euros resulta da parceria público-privada do Hospital de Cascais.
O grupo Trofa, liderado por José Vila Nova, facturou 59 milhões de euros em 2009, uma subida de 47,5% face ao ano anterior.

(in, jornal de Negócios)