O governo pôs em marcha uma ofensiva ao nível da comunicação para mudar a imagem de Portugal nos mercados financeiros internacionais. De acordo com o “i”, o Governo está mesmo a negociar um contrato com uma agência de comunicação e relações públicas internacional.
Segundo o mesmo jornal, a prioridade passa por acabar com a colagem das finanças públicas nacionais às gregas e mudar a percepção que se estava a criar de que Portugal era a nova Grécia.
A face mais visível deste plano foi o conjunto de entrevistas e declarações dadas por altos responsáveis portugueses aos principais órgãos de informação internacionais, mas a estratégia terá também passado por acções mais discretas de comunicação e até de lobby junto dos decisores, quer ao nível do investimento, mercados e agências, quer ao nível da comunicação social.
Citando uma outra fonte do Governo, o Executivo liderado por Sócrates está mesmo a negociar um contrato com uma agência de comunicação e relações públicas internacional que já terá ajudado nas entrevistas transmitidas pela CNN e outros órgãos.
Desde quarta-feira passada, dia em que as bolsas europeias viveram o dia mais negro do ano, que o primeiro-ministro e o ministro das Finanças se desdobraram em entrevistas a vários órgãos internacionais. José Sócrates falou com o "New York Times", o "Libération", com a Reuters em Bruxelas e ainda manteve um encontro com os correspondentes estrangeiros em Portugal de jornais como o "Financial Times". O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, deu entrevistas à CNN e à BBC.
A “ofensiva” de Sócrates passa também pelo PS, daí que o secretário-geral do partido tenha ontem, de uma assentada, marcado várias reuniões do PS. "Esta reunião servirá para desmentir todos os boatos de divisão interna do partido", disse ao i uma fonte próxima do secretário-geral, acrescentando que "o PS vai cerrar fileiras em torno de José Sócrates".
(in, Jornal de Negócios)

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